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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

O submarino nazista com toneladas de mercúrio que ameaça o mar na Noruega (VIDEOS)

Em 9 de fevereiro de 1945, nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, o submarino alemão U-864 navegava pela costa oeste da Noruega carregado de insumos para fabricar equipamentos bélicos - inclusive chumbo, aço e 65 toneladas de mercúrio.


BBC News

Sua missão, chamada Operação César, era chegar até o Japão, país aliado da Alemanha, com o objetivo de fortalecer o arsenal japonês na guerra.

submarino
Imagens captadas por sondas mostram que o U-864 está a 150 metros de profundidade | KYSTVERKET / NORWEGIAN COASTAL ADMINISTRATION

A tripulação do U-864 era de 73 pessoas, incluindo cientistas que trabalhavam para o regime nazista e que iriam transferir seu conhecimento aos japoneses.

Mas a operação fracassou.

Um submarino britânico, o HMS Venturer, conseguiu interceptar o U-864 e o torpedeou. Todos os ocupantes morreram.

O ataque entrou para a história como o único episódio da guerra em que um submarino submerso conseguiu destruir outro também estando no fundo do mar.

Em 2003, passados 58 anos do episódio, a Marinha norueguesa encontrou os destroços do U-864, a duas milhas náuticas de distância da ilha Fedje. E a descoberta trouxe preocupações para as autoridades do país.

'Legado mortífero'

O submarino, cujos destroços estão a 150 metros de profundidade, está rachado em duas partes - na proa e na popa -, e diversos fragmentos da embarcação repousam ao redor.

Agora, autoridades norueguesas discutem qual seria a melhor maneira de lidar com o risco de contaminação trazido pela carga de mercúrio que ainda está dentro do submarino.

Nos anos seguintes à descoberta dos destroços, estudos indicaram que a concentração de mercúrio estavam acima de limites aceitáveis nos arredores do submarino.

Em 2005, a Autoridade de Segurança Alimentar norueguesa recomendou que crianças e mulheres grávidas não comessem alimentos que tivessem sido pescados naquela região.

Um estudo do Instituto Nacional de Investigação sobre Nutrição e Alimentos Marinhos concluiu que os peixes que haviam sido expostos a sedimentos da área do submarino tinham níveis mercúrio quatro vezes mais altos que os peixes de outras áreas da costa norueguesa.

Em 2014, a Administração Costeira da Noruega levantou outra preocupação: remover os destroços do submarino faria com que o material tóxico se espalhasse.

Para evitar que o submarino se movesse durante eventuais tremores no leito marinho, foram lançados sobre os destroços cerca de 100 mil metros cúbicos de areia e rochas, para estabilizar a área.

Agora, em meados de outubro, as autoridades norueguesas decidiram que cobrir o submarino é a solução mais segura e ambientalmente correta.

Segundo comunicado recente do Ministério dos Transportes do país, será lançado sobre os destroços um tipo de "cobertor" sobre uma área de 47 mil metros quadrados. Se tudo correr bem, a cobertura estará concluída até 2020, para proteger "os destroços em si, os sedimentos contaminados e uma zona de transição limpa de 17 mil metros quadrados".

O objetivo é conter o "legado mortífero" que poderia desencadear "um dos piores desastres ecológicos do Mar do Norte", segundo um documentário realizado sobre o U-864.



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