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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

O submarino nazista com toneladas de mercúrio que ameaça o mar na Noruega (VIDEOS)

Em 9 de fevereiro de 1945, nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, o submarino alemão U-864 navegava pela costa oeste da Noruega carregado de insumos para fabricar equipamentos bélicos - inclusive chumbo, aço e 65 toneladas de mercúrio.


BBC News

Sua missão, chamada Operação César, era chegar até o Japão, país aliado da Alemanha, com o objetivo de fortalecer o arsenal japonês na guerra.

submarino
Imagens captadas por sondas mostram que o U-864 está a 150 metros de profundidade | KYSTVERKET / NORWEGIAN COASTAL ADMINISTRATION

A tripulação do U-864 era de 73 pessoas, incluindo cientistas que trabalhavam para o regime nazista e que iriam transferir seu conhecimento aos japoneses.

Mas a operação fracassou.

Um submarino britânico, o HMS Venturer, conseguiu interceptar o U-864 e o torpedeou. Todos os ocupantes morreram.

O ataque entrou para a história como o único episódio da guerra em que um submarino submerso conseguiu destruir outro também estando no fundo do mar.

Em 2003, passados 58 anos do episódio, a Marinha norueguesa encontrou os destroços do U-864, a duas milhas náuticas de distância da ilha Fedje. E a descoberta trouxe preocupações para as autoridades do país.

'Legado mortífero'

O submarino, cujos destroços estão a 150 metros de profundidade, está rachado em duas partes - na proa e na popa -, e diversos fragmentos da embarcação repousam ao redor.

Agora, autoridades norueguesas discutem qual seria a melhor maneira de lidar com o risco de contaminação trazido pela carga de mercúrio que ainda está dentro do submarino.

Nos anos seguintes à descoberta dos destroços, estudos indicaram que a concentração de mercúrio estavam acima de limites aceitáveis nos arredores do submarino.

Em 2005, a Autoridade de Segurança Alimentar norueguesa recomendou que crianças e mulheres grávidas não comessem alimentos que tivessem sido pescados naquela região.

Um estudo do Instituto Nacional de Investigação sobre Nutrição e Alimentos Marinhos concluiu que os peixes que haviam sido expostos a sedimentos da área do submarino tinham níveis mercúrio quatro vezes mais altos que os peixes de outras áreas da costa norueguesa.

Em 2014, a Administração Costeira da Noruega levantou outra preocupação: remover os destroços do submarino faria com que o material tóxico se espalhasse.

Para evitar que o submarino se movesse durante eventuais tremores no leito marinho, foram lançados sobre os destroços cerca de 100 mil metros cúbicos de areia e rochas, para estabilizar a área.

Agora, em meados de outubro, as autoridades norueguesas decidiram que cobrir o submarino é a solução mais segura e ambientalmente correta.

Segundo comunicado recente do Ministério dos Transportes do país, será lançado sobre os destroços um tipo de "cobertor" sobre uma área de 47 mil metros quadrados. Se tudo correr bem, a cobertura estará concluída até 2020, para proteger "os destroços em si, os sedimentos contaminados e uma zona de transição limpa de 17 mil metros quadrados".

O objetivo é conter o "legado mortífero" que poderia desencadear "um dos piores desastres ecológicos do Mar do Norte", segundo um documentário realizado sobre o U-864.



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