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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Oportunidade: duas fragatas ‘La Fayette’ serão disponibilizadas pelos franceses

A delegação da Marinha do Brasil que, esta semana, assistiu a mostra Euronaval, na França, foi informada de que a Marine Nationale decidiu não modernizar duas das suas cinco fragatas multipropósito tipo La Fayette, de 3.600 toneladas (a plena carga), construídas na década de 1990.


Roberto Lopes | Poder Naval

Em consequência disso, ambos os navios – La Fayette F710 (na ativa desde março de 1996) e Surcouf F711 (comissionada em fevereiro de 1997) – serão disponibilizados para “nações amigas” no início da próxima década.


A fragata furtiva Lafayette (FLF)
A fragata furtiva Lafayette

Os mesmos oficiais da MB confirmaram que as fragatas Tipo 23 britânicas, de 4.900 toneladas (carregadas), começam a ser descomissionadas em 2023, e que as fragatas canadenses classe Halifax, de 4.770 toneladas – que também interessam à Força Naval brasileira –, serão desativadas a partir de 2026.

O Poder Naval não conseguiu saber (ainda) se, em função da propalada “parceria estratégica” entre as Marinhas do Brasil e da França, a MB tem alguma chance de ficar com os dois navios La Fayette. Mas é provável que os oficiais brasileiros já tenham feito chegar o seu interesse pelos navios às autoridades navais francesas (que, aliás, estão, há tempos, bem informadas acerca do estado de obsolescência da atual frota de escoltas do Brasil).

Ainda no ano passado, o Comandante da MB, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, recebeu um relatório (assinado por um Engenheiro Naval de sua particular confiança), informando que, mesmo submetidas a uma revitalização, as três fragatas Classe Niterói em melhor estado operacional (Defensora, Independência e Liberal) não poderão continuar navegando depois de 2027 – e que os três navios dessa série que hoje apresentam maiores problemas, precisarão ser desativados por volta de 2022.

Camuflagem acústica 

Por seu design furtivo, baixa assinatura-radar (em função do uso de materiais que absorvem ondas de radar), e sistema de camuflagem acústica para enganar os sonares inimigos, os navios classe “La Fayette” constituíram, 25 anos atrás, uma verdadeira revolução na Força de Superfície da Esquadra francesa.

A modernização das unidades Courbet, Aconit e Guépratte foi anunciada em maio de 2015 e aprovada pelo governo Emmanuel Macron dois anos mais tarde.

O primeiro barco deve ficar pronto em 2021. Ele receberá reforços estruturais, ampla modernização nos controles da propulsão e novos armamentos.

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