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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Pentágono: China é risco significativo e crescente para setor de defesa dos EUA

Um extenso relatório preparado pelo Pentágono e publicado na sexta-feira (5) afirma que a China representa uma ameaça crescente ao fornecimento de materiais e componentes essenciais para o Exército norte-americano.


Sputnik

O informe com quase 150 páginas, feito por ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, detectou cerca de 300 "vulnerabilidades" que poderiam afetar o setor de defesa do país americano.


Uma das importantes descobertas, destacadas pelo texto, é que a China representa "um risco significativo e crescente" para o fornecimento de materiais e tecnologias "considerados estratégicos e fundamentais para a segurança nacional" dos Estados Unidos. Além disso, os riscos enfrentados pela base industrial de fabricação e defesa dos Estados Unidos aumentam ainda mais por causa do "domínio do mercado" por Pequim e sua disposição "de usar o comércio como uma arma de poder brando". Desse modo, os americanos tornam-se dependentes de "um concorrente estratégico para bens, serviços e produtos indispensáveis", detalha o relatório.

A grande preocupação americana é o domínio da China na oferta global de recursos minerais fundamentais para os programas militares de Washington, além do fornecimento de produtos eletrônicos e químicos que são usados nas munições dos EUA.

Para que o problema seja resolvido, o documento lista uma série de recomendações para fortalecer a indústria americana, sugerindo "diversificar a dependência total de fontes de suprimento em relação a países politicamente instáveis que podem cortar o acesso aos Estados Unidos".

O documento surgiu em meio à escalada de tensões sino-americanas em diversas áreas. No setor político, Trump e seu vice-presidente, Mike Pence, acusaram Pequim de interferir nos assuntos internos e no processo eleitoral dos EUA.

Recentemente têm acontecido uma série de incidentes nos mares da China, tal como operações de trânsito de bombardeiros norte-americanos B-52 ou a aproximação hostil entre destróieres de ambos os países.

Tais incidentes acontecem em meio à batalha comercial entre os dois países e às recentes sanções dos EUA contra o complexo militar industrial chinês, além do apoio militar de Washington a Taiwan, considerado por Pequim como parte integrante da China.

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