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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Plano de Trump para tirar EUA de tratado de armas nucleares é um erro, diz Mikhail Gorbachev

Presidente americano afirmou que país vai abandonar tratado nuclear com a Rússia assinado na época da Guerra Fria.


Reuters

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, cossignatário do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), afirmou neste domingo (21) que o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do acordo é um erro, publicou a agência de notícias Interfax.

O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev — Foto: Hannibal Hanschke/Reuters
O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev — Foto: Hannibal Hanschke/Reuters

"Sob nenhuma circunstância deveríamos rasgar antigos acordos de desarmamento... Eles em Washington realmente não entendem para onde isso pode levar?", disse Gorbachev segundo a Interfax.

"Sair do INF é um erro."

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), negociado pelo então presidente dos Estados Unidos Ronald Regan e pelo líder soviético Mikhail Gorbachev em 1987, estabeleceu a eliminação de mísseis nucleares e convencionais de alcances curto e intermediário por ambos os países.

"A Rússia não honrou, infelizmente, o acordo então nós vamos encerrá-lo e sair dele", disse Trump a jornalistas.

O vice-ministro de relações exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou que uma retirada unilateral dos EUA seria "muito perigosa" e levaria a uma retaliação "técnico-militar".

Autoridades dos EUA acreditam que Moscou está desenvolvendo e instalou um sistema de lançamento baseado em terra, em violação ao tratado INF.

Segundo as autoridades americanas, o sistema russo pode permitir ao país lançar um ataque nuclear contra a Europa com rapidez. A Rússia tem consistentemente negado qualquer violação do tratado.

Trump disse que os EUA vão desenvolver armas a menos que Rússia e China concordem em interromper o desenvolvimento.

A China não faz parte do tratado e tem investido pesado em mísseis convencionais. O tratado INF impede a posse pelos EUA de mísseis balísticos que podem ser lançados a partir da terra e tenham alcances entre 500 e 5.500 quilômetros.

O assessor para segurança nacional de Trump, John Bolton, vai visitar Moscou na próxima semana.

Ryabkov, em comentários publicados pela agência estatal de notícias RIA, afirmou que se os EUA abandonarem o tratado, a Rússia não terá escolha além de retaliar, o que incluirá a tomada de medidas de "natureza técnico-militar".

"Mas preferimos que as coisas não atinjam este ponto", disse o vice-ministro, segundo a RIA.

A agência de notícias TASS citou o funcionário russo afirmando que a retirada dos EUA do tratado seria um "passo muito perigoso" e que é Washington, não Moscou, que não cumpriu o tratado.

Ele afirmou que o governo Trump está usando o tratado como uma tentativa de chantagear o Kremlin, o que coloca a segurança global em risco. "Não vamos, claro, aceitar ultimatos ou métodos de chantagem", afirmou Ryabkov, segundo a Interfax.

O ministro da Defesa da Inglaterra, Gavin Williamson, em comentários publicados pelo "Financial Times", afirmou que Londres se mantém "resoluta" no apoio a Washington sobre o assunto e que o Kremlin está zombando do tratado.

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