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Pentágono se diz pronto para admitir ter muitos 'criminosos' nas suas tropas

Depois que uma série de terríveis desastres de relações públicas que expôs soldados de elite dos EUA sendo presos por posse de drogas, abuso, estupro e assassinato, o Pentágono está reprimindo questões disciplinares em seu Comando de Operações Especiais, segundo um novo relatório.
Sputnik

Com "alegações de falta grave" acumulando-se altas demais para serem ignoradas após duas décadas de guerra, o general Raymond "Tony" Thomas, chefe do Comando de Operações Especiais, e Owen West, chefe de Operações Especiais e Conflito de Baixa Intensidade do Pentágono, esboçaram um ambicioso plano de 90 dias para descobrir como o corpo de elite militar se perdeu.


O primeiro de seu tipo, a avaliação profissional pretende "rever e reforçar os padrões éticos e de conduta", segundo documentos adquiridos pelo jornal The Washington Times.

"O primeiro passo em qualquer programa de tratamento é admitir que você tem um problema", disse uma autoridade do Comando de Operações…

Por que Pentágono está tão interessado em comprar novos mapas da Europa?

O departamento militar dos EUA está selecionando empreiteiros que fornecerão informações cartográficas detalhadas sobre a maioria dos países europeus e está disposto a pagar US$ 50 milhões (R$ 188,9 milhões) pelo serviço.


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Nesta matéria a Sputnik explica por que o Pentágono precisa de mapas detalhados de estradas, zonas urbanas e rurais e passagens subterrâneas da Europa.

Vista do Pentágono a partir de um avião
Pentágono © flickr.com / brownpau/CC BY 2.0

Queremos mapas e muitos mapas!

O Exercito dos EUA está interessado em tudo. Fotogramas aeroespaciais, mapas geodésicos e subterrâneos, incluindo redes de serviços públicos, dados topográficos, esquemas de controle e medição – tanto eletrônico como em papel – assim como acesso a banco de dados cartográficos. A área de interesse abrange 31 países, excluindo a Bielorrússia, a Moldávia e a Rússia, mas inclui a Ucrânia e a Geórgia na lista.

A proposta foi publicada no site de pedidos governamentais dos EUA. O cliente é o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (USACE, na sigla em inglês). A duração do contrato proposto é de cinco anos, o custo total corresponde a US$ 50 milhões (R$ 188,9 milhões).

O propósito de o Pentágono estar disposto a gastar esse valor elevado para adquirir um grande número dos mais diversos mapas da Europa não está especificado no documento. Sabe-se apenas que os materiais recebidos serão utilizados "para planejamento preliminar".

Medo de ficar preso no trânsito

A publicação do anúncio de concurso indica que os EUA decidiram levar a sério a modernização da infraestrutura de comunicações na Europa, que é mal adaptada para a rápida movimentação de tropas, segundo Yuri Byaly, vice-presidente do Centro Criativo Experimental da Fundação Pública Internacional.

"Estudos preliminares dos serviços de engenharia do Pentágono e da OTAN mostraram que, se necessário, a rápida movimentação de tropas ao leste não será possível – estradas, pontes, portos e aeródromos não se encaixam. Bruxelas e Washington exigem que os governos europeus reequipem a infraestrutura de transporte, mas aparentemente não confiam neles. Então o Pentágono decidiu pegar o touro pelos chifres e primeiro avaliar a escala do problema", avalia o analista.

Em 2017, um relatório secreto da OTAN acabou caindo nas mãos da imprensa sobre sérias dificuldades logísticas que dificultam prontidão a um ataque do Oriente.

"Depois do fim da Guerra Fria, as chances da OTAN de conseguir realizar uma rápida amplificação logística em um território que havia aumentado significativamente foram atrofiadas", observou o documento.

A infraestrutura de transportes europeia não está adaptada ao rápido movimento de tropas e equipamentos. A situação é agravada pela burocracia na própria OTAN.

Em junho, o The Washington Post publicou um grande artigo que começava assim: "Os comandantes norte-americanos estão preocupados — se tiverem que enfrentar a Rússia, então as tropas mais poderosas do mundo podem ficar presas no tráfego". Citando mais um exemplo: unidades do Exército dos EUA que voltaram para a Alemanha de exercícios na Geórgia, ao invés de duas semanas como planejado, passaram quatro meses esperando seus veículos blindados – tempo preciso para deslocá-los.

Estradas despreparadas

Em princípio, as vias europeias não são destinadas ao deslocamento operacional de tropas, e sua modernização exigirá muito tempo e dinheiro. No entanto, não há dúvida de que a OTAN e, acima de tudo, o principal patrocinador da Aliança, os EUA, resolverão este problema. Assim, o tenente-general aposentado, Nikolai Topilin, avalia a situação.

Segundo ele, o ponto mais fraco da infraestrutura de transporte da Europa são pontes e túneis, que não são projetados para equipamentos militares pesados e não correspondem às dimensões exigidas. É necessário fortalecê-los ou reconstruí-los. A rede ferroviária é muito mais fraca do que a russa. Muitos aeroportos – mesmo internacionais – não têm pistas adequadas para aeronaves militares. A mesma história com os portos marítimos, que não são destinados para a entrada de navios de guerra de grande porte com um grande calado – o fundo deve ser aprofundado, os cais devem ser reforçados.

As lendárias estradas europeias, mesmo a famosa Autobahn alemã (sistema de rodovias da Alemanha), construída por ordem de Hitler, nem sempre são adequadas para propósitos militares. Elas possuem multicamadas, são muito confiáveis e duráveis, mas os veículos militares com lagartas não podem se mover ao longo delas. Para evitar o colapso da estrada, revestimentos de borracha especiais devem ser usados nos trilhos de tanque e veículos blindados.

Herança soviética

A maioria dos problemas, é claro, está no Oriente – nos antigos "países da democracia popular" e nos Estados pós-soviéticos. Na Polônia, há grandes dificuldades com pontes e túneis, assim como com aeródromos. Nos países do Báltico, a largura dos trilhos das ferrovias segue o padrão russo. Os vagões vindos do Ocidente precisariam trocar seus truques para se adaptar aos trilhos, e é impossível falar sobre rápido deslocamento de tropas ou equipamentos nessa situação.

A Lituânia, a Letônia e a Estônia, talvez também a Geórgia e a Ucrânia, precisariam substituir todo o sistema ferroviário, e esse é um trabalho colossal.

As estradas desses países costumam ser tão estreitas e pouco desenvolvidas que um único caminhão derrubado pode impedir todo o movimento de tropas.

"O principal problemas estratégico da Europa é que todas as vias de transporte de lá se desenvolveram caoticamente, dependendo das necessidades da logística comercial, mas sem levar em conta interesses de defesa. Enquanto na Rússia, a construção de qualquer via, que pode ter importância operacional e tática, é tradicionalmente realizada com normas prescritas por militares. Pontes e túneis têm características bem definidas, as vias podem ser utilizadas como estradas frontais ou rápidas", explica Topilin.

A modernização das vias de transporte da Europa, que o Pentágono e a OTAN têm como o objetivo, é chamada de preparação de engenharia de um teatro de operações militares, disse o general. Segundo ele, os custos relevantes podem ser medidos em centenas de bilhões de dólares.

Atrair para corrida armamentista

Não se trata de preparo para uma guerra real. Pelo contrário, esta é uma tentativa de impor uma corrida armamentista à Rússia, opina Byaly.

Moscou está sendo atraída para esse processo supercaro, com o risco de prejudicar sua própria economia.

"Os políticos norte-americanos falaram sobre isso repetidamente, principalmente os 'falcões' do Senado. A experiência bem-sucedida do colapso da URSS, em relação à qual as mesmas táticas foram usadas de ano a ano, não dá descanso a eles", especifica o vice-presidente do centro.

A corrida armamentista é um processo de dois gumes, lembra Topilin. Um adversário em potencial começará a se armar pesadamente apenas se a ameaça a ele for realmente séria. Portanto, os preparativos para guerra, levados a cabo pela OTAN e pelos EUA na Europa, são muito reais. E qualquer arma mais cedo ou mais tarde pode ser disparada.

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