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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Qual seria a principal condição de vitória em suposto conflito militar entre Rússia e EUA?

A destruição de satélites é a condição essencial para a vitória em caso de conflito militar, por exemplo, entre a Rússia e os EUA, disse o especialista militar Konstantin Sivkov ao jornal Vzglyad.


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Sivkov salientou que a Rússia, além de dispor de mísseis antissatélite com tecnologia avançada, também está modernizando os projéteis da época da União Soviética.


Lançamento do Standard Missile-3 (SM-3)
Lançamento de um Standard Missile 3 (SM-3) © flickr.com/ Official U.S. Navy Page

"É necessário derrubar os satélites que realizam missões de espionagem em nosso território antes do início das ações militares, assim como os satélites que fornecem dados de navegação para as tropas inimigas em nosso território e perto de nossas fronteiras", explicou o analista, destacando a importância desse armamento, sem o qual a vitória em conflitos modernos será "impossível".

O especialista militar ressaltou que a destruição de satélites reduz em "várias vezes" a capacidade militar do adversário e observou que os EUA e a China também possuem mísseis desse tipo. Segundo ele, os norte-americanos podem destruir satélites com os mísseis SM-3.

Ao mesmo tempo, Sivkov observou que os EUA "dominam o espaço", já que possuem cerca de 400 satélites militares, quatro vezes mais do que a Rússia.

"Por isso somos forçados a tomar medidas para neutralizar os satélites dos EUA, se necessário", disse.

Falando sobre as características técnicas dos mísseis antissatélite, Sivkov disse que estes são disparados de aviões e que o satélite é destruído por impacto cinético, ou então dinâmico, ou seja, por meio de explosão.

Recentemente, o canal CNBC informou que, até 2022, a Rússia adotará em serviço mísseis supostamente capazes de derrubar satélites.

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