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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
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Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Reis blindados dos mares: os navios mais poderosos do século ХХ

Em batalhas navais, os navios de linha com blindagem pesada se destinavam a efetuar os ataques principais. Os maiores deles estavam equipados com dezenas de armas de diferentes calibres. Assim, quais foram os cinco deles mais bem armados e mais poderosos do século ХХ?


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Vale destacar que, com o desenvolvimento de aviação, eles deixaram de ter capacidades suficientes para resistir a bombardeiros e torpedeiros do adversário e, consequentemente, foram substituídos por cruzadores mais velozes e móveis. No entanto, seu poder não desapareceu sem deixar vestígios.

O analista militar da Sputnik, Nikolay Protopopov, revela em detalhes as capacidades dessas embarcações mais potentes de sua época.

Calibre imperial

O navio encouraçado Yamato foi o maior navio operado pela Marinha Imperial Japonesa na Segunda Guerra Mundial. Com 250 metros de comprimento e 70 mil toneladas de deslocamento, esse gigante serviu como uma verdadeira fortaleza flutuante.


Imagem apresenta navio de guerra japonês Yamato
Imagem apresenta navio de guerra japonês Yamato © AP PHOTO / ASSOCIATED PRESS

A bateria principal do Yamato consistia em nove canhões navais Tipo 94 de 460 mm — o maior calibre de artilharia naval já instalado em um navio de guerra na história — e era capaz de atingir alvos adversários à distância de 42 quilômetros. Sua bateria secundária era formada por doze canhões de 155 mm montados em quatro torres triplas e doze canhões antiaéreos de 127 mm instalados em seis torres duplas. Ademais, possuía mais de uma centena e meia de canhões automáticos de 25 mm.

No entanto, os marinheiros japoneses não conseguiram usar todas as capacidades desse navio. O Yamato "morreu" em 1945 no mar da China Oriental quando foi atacado por mais de três centenas de aviões que não paravam de lançar seus projéteis. O casco do navio foi atingido por dezenas de torpedos e bombas. Finalmente sua agonia terminou quando um dos paióis da pólvora da proa detonou em uma enorme explosão. Quase toda a tripulação do navio — 2500 pessoas — partilhou seu destino.

Bismarck blindado

O encouraçado alemão Bismarck, da classe Bismarck, foi lançado em 1939.

Imagem mostra o encouraçado alemão Bismarck
Imagem mostra o encouraçado alemão Bismarck © AP PHOTO / ASSOCIATED PRESS

O Bismarck tinha um deslocamento de 50 mil toneladas e 251 metros de comprimento. Assim, era o maior navio de guerra da Alemanha, podendo desenvolver uma velocidade recorde para esse tipo de navios — 30 nós (55,6 km/h).

O Bismarck estava armado com oito canhões SK C/34 de 380 mm instalados em quatro torres de artilharia: duas dianteiras — Anton e Bruno — e duas traseiras — Caesar e Dora. A blindagem do navio tinha 320 mm de espessura e seus conveses tinham de 50 mm até 120 mm de espessura. Os canhões de 380 mm estavam protegidos por uma blindagem de 220 mm a 360 mm.

O navio participou de apenas uma operação ofensiva em maio de 1941. Junto com o cruzador pesado Prinz Eugen, o Bismark deveria seguir para o Atlântico Norte e atacar navios mercantes aliados que se dirigiam para o Reino Unido. No âmbito da operação, o navio alemão enfrentou e atingiu em cheio o HMS Hood, o grande orgulho da Marinha Real Britânica. Entretanto, o Bismarck foi atingido três vezes e sofreu danos na proa, tendo sido perfurado um dos tanques de combustível.

A destruição do Hood iniciou uma perseguição implacável pela Marinha Real, que finalmente o destruiu.

Cruzador nuclear 'de granito'

20 lançadores de mísseis de cruzeiro antinavio P-700 Granit, sistemas de defesa antiaérea Kinzhal e Osa-M, sistemas de longo alcance S-300F, sistemas de artilharia Kortik e AK-630, sistemas antissubmarino Vodopad, lança-bombas reativas e um canhão automático Ak-130 — este é o arsenal militar que está a bordo do cruzador nuclear pesado russo Pyotr Veliky e que seria suficiente para armar um pequeno exército.

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Cruzador nuclear pesado russo Pyotr Veliky | Reprodução

Navios do projeto 1144 Orlan foram criados com objetivo de destruir grupos de porta-aviões adversários, alvos isolados e em grupo, e também para proteger forças navais de ataques submarinos e aéreos. Atualmente, o cruzador Pyotr Veliky é o único navio desse tipo que está em serviço da Marinha russa.

Espera-se que sejam estes os navios que vão receber em breve a bordo os mísseis supersônicos Tsikron. É uma arma antinavio inacessível para os sistemas de defesa antiaérea modernos de qualquer inimigo.

Navio de guerra universal

Cruzadores estadunidenses da classe Ticonderoga tem o direito de serem considerados dos navios de superfície mais armados do mundo: podem portar até 11 mísseis de vários tipos — SM-2, SM-6, SM-3, RIM-17 Sea Sparrow, Tomahawk e mísseis antissubmarino ASROC. Assim, são capazes de se proteger de qualquer ameaça proveniente tanto da água como do ar.

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USS Antietam (CG 54) Classe Ticonderoga | Reprodução

Desde sua entrada em serviço da Marinha dos EUA em 1980, esses navios continuam sendo a força de ataque principal.

Atualmente a Marinha norte-americana dispõe de 22 navios dessa classe. Cada um está equipado com o sistema de armas navais integradas Aegis. O cruzador atinge uma velocidade máxima de 32,5 nós, superando até 3.300 quilômetros à velocidade de 30 nós.

Os Ticonderoga são navios de guerra universais que operam tanto individualmente, como em grupos de porta-aviões.

Terror dos porta-aviões


O cruzador de mísseis guiados russo Moskva, pertencente ao projeto 1164 Atlant, pode portar 16 mísseis supersônicos antinavio P-1000 Vulkan, que eliminam alvos de superfície à distância de 700 quilômetros. A defesa antiaérea do cruzador é garantida por oito sistemas de mísseis S-300F. Para combater alvos aéreos a curta distância ele possui dois sistemas Osa-M com 40 mísseis.

Cruzador de mísseis russo Moskva em patrulha no Mar Mediterrâneo, ao largo da costa da Síria, em 17 de dezembro de 2015
Cruzador de mísseis russo Moskva em patrulha no Mar Mediterrâneo, ao largo da costa da Síria, em 17 de dezembro de 2015 © AFP 2018 /

O Moskva é considerado o navio mais operacional da Marinha da Rússia e efetua, de modo regular, missões de combate no mar Mediterrâneo.

Por sua contribuição para as operações na Síria, o navio-almirante da Frota do Mar Negro foi condecorado com a Ordem de Nakhimov — uma das maiores condecorações da Marinha, tanto no período da URSS como no da Rússia.

A Marinha da Rússia tem em seu serviço mais dois navios idênticos: o Marshal Ustinov, pertencente à Frota do Norte, e o cruzador Varyag — responsável pela proteção das fronteiras orientais do país.

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