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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Resposta do Irã ao atentado em Ahvaz 'é um sinal para todos os adversários na região'

A mídia informou nesta segunda-feira (1) que o Irã disparou mísseis contra as posições dos organizadores do ataque terrorista na cidade de Ahvaz e suas instalações na margem leste do rio Eufrates, na Síria. Cientista político russo explica que objetivos perseguiu Teerã com a represália.


Sputnik

Segundo relatos, o ataque resultou em grande número de mortos e feridos entre os terroristas.

Lançamento de mísseis iranianos desde a cidade Kermanshah contra terroristas na margem leste do rio Eufrates na Síria, 1º de outubro de 2018
Lançamento de mísseis iranianos © AP Photo / Sepahnews

Em 22 de setembro, atiradores desconhecidos abriram fogo contra um desfile militar na cidade iraniana de Ahvaz, deixando 28 mortos, entre estes 12 membros do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, e mais de 60 feridos.

A responsabilidade pelo atentado foi assumida pelo Movimento Democrático Patriótico Árabe de Ahvaz (Al-Ahvazia), ligado à Arábia Saudita.

O cientista político Nikita Smagin, especialista do Conselho Russo para Assuntos Internacionais, comentou a situação para o serviço russo da Rádio Sputnik.

Para o analista, a resposta do Irã ao atentado era previsível e lógica.

"Por um lado, o Irã está resolvendo as tarefas de sua política interna, ou seja, mostra à população que responde ao ataque. Por outro lado, mostra ao mundo que está pronto a responder a tais golpes. Finalmente, o Irã lembra que tem potencial de mísseis e isso é um sinal para todos os seus adversários na região", opinou Smagin.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, acusou os países da região "apoiados pelos EUA" de serem responsáveis pelo ataque terrorista na cidade de Ahvaz.

O chanceler iraniano, Javad Zarif, também acusou os "patrocinadores regionais do terrorismo e seus senhores norte-americanos" de terem organizado o ataque.

As Forças Armadas iranianas acreditam que os atacantes estejam ligados aos EUA e Israel. A Arábia saudita nega ter estado envolvida no atentado.

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