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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Rússia envia forte sinal para EUA e OTAN ao implantar S-300 na Síria, acredita politólogo

O Ministério da Defesa da Rússia concluiu em 2 de outubro o fornecimento de componentes de vários sistemas de defesa antiaérea S-300 para a Síria. Em entrevista à Sputnik Internacional, o analista político Ghassan Kadi compartilhou seu ponto de vista sobre a instalação dos S-300 e como isso poderia influenciar a situação atual da região.


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Segundo ele, a decisão de implantar unidades S-300 repercutirá mais alto no cenário político regional e internacional do que no militar.

Sistema de mísseis antiaéreos S-300 em competição internacional realizada como parte dos Jogos Internacionais do Exército 2016 no campo de treinamento russo de Ashuluk
S-300 Favorit © Sputnik / Kirill Kallinikov

O especialista ressaltou que a presença russa em Damasco foi autorizada pelo governo sírio e isso acarretou o descontentamento dos EUA e de Israel.

"Se o papel da Rússia na Síria tinha um 'problema' antes da implantação dos S-300, o problema teria sido o fato de a Rússia respeitar o direito internacional e manter acordos", salientou.

Enquanto Moscou tentou preservar o frágil equilíbrio de poder na região e manteve seus acordos para evitar o confronto com Israel e OTAN, estes aparentemente não optaram por cumprir o acordo, opinou Kadi.

"Houve muitas violações especificamente do acordo russo-israelense, todas feitas por Israel, mas desta vez, com a queda do Il-20, a qual a Rússia diz ser o resultado de manobras deliberadas israelenses, a Rússia está dizendo que a linha vermelha foi cruzada. É por isso que eu digo novamente que a implantação do S-300 é uma decisão tanto política quanto militar", disse ele.

No início de outubro o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou que Moscou havia finalizado a entrega de 49 componentes dos sistemas de defesa antiaérea S-300 à Síria. Tal medida foi tomada após a derrubada acidental do avião russo pelas defesas aéreas síria. A aeronave alegadamente foi usada como escudo pela Força Aérea de Israel e provocou a morte de 15 militares que seguiam a bordo.

Em meio a isso, surgiram relatos sugerindo que a Força Aérea dos EUA poderia usar seus caças furtivos F-22 e aviões F-16CJ, projetados para destruir as defesas aéreas inimigas na Síria, em resposta à entrega dos S-300. Segundo o analista, essa medida não representa um desafio para as defesas aéreas sírias ou russas.

"Mesmo que as armas americanas que você mencionou possam 'bater' o S-300, segundo o ministro da Defesa russo Shoigu, a modernização do pacote de sistemas de defesa antiaérea da Síria não está restrita apenas aos S-300. Isso incluiu sistemas automatizados de gerenciamento de defesa aérea, bem como dispositivos de interferência de comunicação que desabilitam a navegação por satélite", destacou o analista político.

Kadi considerou as novas armas apresentadas pelo presidente russo em 1º de março de 2018 como "uma mensagem alta e clara para a OTAN" sobre as capacidades militares incomparáveis da Rússia e que não há nenhuma possibilidade de tensões entre a organização e o país eslavo.

"Com toda a turbulência atual e o estrangulamento econômico infligido à América por sua dívida, se tal confronto ocorrer, a hora para isso ainda não chegou", opinou ele.

O analista político sugeriu que os S-400 instalados anteriormente na base aérea de Hmeymim, na Síria, foram amplamente utilizados como um impedimento, enquanto que agora parece que a Rússia tomou a decisão política de usar as unidades S-300 e S-400 para proteger a Síria de intrusos.

"A implantação [dos S-300], as razões por trás disso e a maneira como foi anunciada, é uma decisão política tomada pela Rússia para dizer à OTAN e a Israel que basta, que a Rússia se esforçou para manter os acordos e ao direito internacional, mas seus ‘parceiros ocidentais' não aderiram à sua parte do acordo", concluiu Kadi.

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