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Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

Rússia está 'blindando' espaço aéreo da Síria

Assessor do Consórcio de Tecnologias Radioeletrônicas russo explica como as capacidades de defesa de Damasco serão fortalecidas após o incidente com o avião russo Il-20 na Síria.


Sputnik

Em 17 de setembro, um míssil S-200 do sistema de defesa antiaérea sírio abateu um avião russo Il-20 que estava regressando para a base de Hmeymim. O abate ocorreu quando quatro caças israelenses F-16 atacavam instalações sírias em Latakia.


Krasukha 4, sistema de guerra eletrônica móvel
Krasukha 4, sistema de guerra eletrônica móvel © Sputnik / Pavel Lisitsin

Segundo o Ministério da Defesa russo, os pilotos israelenses usaram o avião russo como cobertura, deixando-o sujeito ao fogo do sistema antiaéreo sírio. Do incidente resultou a morte de 15 militares russos. A Defesa russa disse que a parte israelense não a tinha avisado sobre a operação planejada na Síria e que a responsabilidade pela derrubada do avião é totalmente de Tel Aviv.

Nessa conexão, Moscou tomou a decisão de fornecer a Damasco sistemas de defesa antiaérea para protegerem o espaço aéreo sírio e garantirem a segurança dos militares russos que prestam serviço no país árabe. A Rússia já entregou à Síria vários sistemas de defesa aérea S-300 e unidades de contramedidas eletrônicas.

Estes equipamentos já foram implantados na Síria. Trata-se, em particular, de sistemas contra drones e contra armamentos de alta precisão.

O assessor do vice-diretor-geral da empresa russa Consórcio de Tecnologias Radioeletrônicas, Vladimir Mikheev, explicou à edição russa Army Standard como esse equipamento aumentará as capacidades defensivas do país.

O especialista disse que este equipamento tem sido usado para coletar informações, mas que, a partir de agora, as unidades passarão a estar em regime de alerta.

"Por isso, já não será possível como antes voar pela área com total impunidade e bombardeá-la ", declarou.

Em particular, ele alertou que os meios de guerra eletrônica permitirão neutralizar a atividade de aeronaves, bombas e mísseis.

O assessor especificou que a Rússia está agora criando na Síria um sistema similar ao que existia na URSS:

"Todos sabiam que ninguém, exceto a URSS, tinha uma defesa antiaérea semelhante, que incluía um radar para todas as altitudes, um sistema de mísseis de curto e longo alcance e a proteção dos próprios sistemas".

Como os sistemas de defesa antiaérea permanecerão ativos, eles serão capazes de detectar os aviões inimigos logo que eles comecem se movendo na pista de decolagem. Para além disso, o novo equipamento poderá determinar as capacidades dos aviões.

Se os objetivos do avião parecerem maliciosos, serão tomadas medidas eletrônicas. Ou seja, a aeronave suspeita perderá a comunicação e a navegação e não poderá transmitir dados para sua base terrestre ou outros aviões.

Se a aeronave, mesmo "cega", continuar o voo, os sistemas de defesa enviarão um sinal para identificá-la como "amigo ou inimigo". No caso de o avião ser determinado como inimigo, seu piloto receberá um aviso de que está na mira.

Supondo que a aeronave entre na área proibida apesar de todas as advertências, seus sistemas de controle serão bloqueados. No final, se o comportamento ameaçador for mantido, os militares podem usar armas contra o avião, conclui o especialista.

É assim que funcionam os sistemas clássicos de defesa antiaérea, que possuem capacidades significativamente melhores que os sistemas móveis autônomos.

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