Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Shilka-M4: sistema antiaéreo russo adquire segunda vida

O sistema de defesa antiaérea ZSU-23-4, mais conhecido como Shilka, deixou de ser fabricado há 40 anos e agora é considerado obsoleto. No entanto, a sua modernização dará uma segunda vida a essa arma e lhe permitirá desempenhar novo papel nos campos de batalha.


Sputnik

Características principais do Shilka

O ZSU-23-4 é um sistema de defesa antiaérea autopropulsado cuja fabricação foi iniciada em 1964 e durou até 1982, com aproximadamente 6.500 unidades produzidas.


Sistema de defesa antiaérea russo Shilka M-4
Shilka M4 © Sputnik / Ramil Sitdikov

O sistema é equipado com quatro canhões de 23 mm instalados em pares, que podem disparar até 3.400 tiros por minuto.

O objetivo original dessa arma era defender as tropas de veículos aéreos voando a baixa altitude, ou seja, helicópteros, aviões, mísseis de cruzeiro e até mesmo alvos marítimos.

Vale destacar que o Shilka possui um escudo à prova de balas que protege a tripulação e os mecanismos vitais e, portanto, permite ao ZSU-23-4 ser implantado na frente do combate.

Arma segura testada em combates

Durante os últimos 40 anos, este sistema de defesa antiaérea foi usado não contra alvos aéreos, mas contra os terrestres. Assim, as tropas soviéticas usaram-no amplamente durante o conflito no Afeganistão para eliminar fortificações inimigas e veículos com blindagem leve à distância de até dois ou três quilômetros.

O mesmo modelo foi utilizado em conflitos armados nos Balcãs, na África e em áreas de tensão elevada da União Soviética.

O Shilka é usado ainda hoje, por exemplo pelas forças governamentais na Síria, onde já provou sua eficácia em áreas urbanas.

Os canhões têm capacidade de se inclinar em ângulos maiores do que as armas de outros blindados. Isso lhes permite abrir fogo contra alvos localizados nos pisos superiores dos prédios.

Ademais, com o objetivo de preparar esses sistemas de "combate urbano" para enfrentar novos desafios, os soldados sírios aperfeiçoam sua proteção com grades de blindagem contra lança-foguetes.

Resultado da modernização

As novas capacidades do ZSU-23-4 apareceram na sua nova versão, o Shilka M-4. Graças à modernização, o sistema recebeu um novo radar e a possibilidade de transportar e lançar mísseis Igla, o que aumenta o seu alcance máximo.

Todos os equipamentos elétricos também passaram a ser digitais e o sistema de visão noturna ativo foi substituído por um passivo, o que melhora a invisibilidade do Shilka.

Ao mesmo tempo, os engenheiros responsáveis pela modernização desse sistema de defesa antiaérea levaram em conta o conforto da tripulação: agora o veículo tem um novo chassi e ar condicionado.

Além disso, após a modernização, o Shilka-M4 também inclui um centro de comando e reconhecimento móvel Sborka-M1, que se comunica com o Shilka através de um canal codificado.

Arsenal inimaginável

As munições do Shilka-M4 consistem em 2.000 projéteis de 23 mm e quatro mísseis Igla. A distância máxima de detecção de alvos aéreos é de 34 quilômetros, com a distância máxima de acompanhamento de alvos de 10 quilômetros. A distância mínima é de 200 metros.

Ao falar sobre capacidades de ataque da versão modernizada do sistema, vale a pena indicar que o Shilka M-4 pode disparar contra alvos aéreos à altitude mínima de 20 metros. Os mísseis guiados Igla são capazes de atingir alvos à distância de cinco quilômetros e à altitude de 3,5 quilômetros.

O novo sistema entrará em serviço para defender o espaço aéreo da Rússia, mas os exércitos estrangeiros que já possuem versões antigas dessa arma terão a oportunidade de pedir a sua modernização.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas