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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Tantas quedas em tão pouco tempo: a história moderna dos desastres com caças da OTAN

Para deixar clara a situação em que as modernas aeronaves da OTAN se encontram atualmente, foi exposta uma crônica dos casos que ocorreram envolvendo as forças da Aliança.


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Em agosto de 2011, um caça francês Mirage colapsou com uma aeronave da Lituânia, porém, conseguiu pousar com danos leves, enquanto que os pilotos lituanos ejetaram da aeronave, não sofrendo ferimentos sérios. Já a aeronave L-39 Albatros caiu em uma área florestal.


F-16 Fighting Falcon destruído | Reprodução

Em janeiro de 2015, um F-16 caiu durante manobras na Espanha, causando a morte de 11 pessoas, após falha durante a decolagem. Os pilotos tentaram ejetar, porém não obtiveram sucesso, já o F-16 atingiu duas aeronaves italianas e três caças franceses, causando a morte de nove franceses e dois gregos, além de deixar 20 pessoas feridas.

Em 2018, foram três acidentes. O primeiro em abril, onde um caça Mirage 2000-5 grego caiu no mar Egeu após um combate com outro membro da OTAN, a Força Aérea da Turquia. O episódio provocou a morte do piloto. Além disso, o fato elevou a tensão entre os dois países que disputavam a soberania do mar Egeu.

O segundo acidente ocorreu em julho, quando uma aeronave de treinamento, IAR 99 Soim, da Força Aérea romena se acidentou enquanto realizava exercícios próximos à base aérea de Bacau. Na ocasião, os dois pilotos conseguiram ejetar e foram resgatados pouco depois do acidente.

Para completar, em agosto de 2018 um caça Eurofighter 2000 realizava uma missão de patrulhamento aéreo da OTAN nas proximidades da fronteira russa com a Estônia, quando acidentalmente disparou um míssil ar-ar em território russo, fato que os especialistas consideram inadmissível já que se trata de uma aeronave moderna que, inclusive, possui um sistema de controle de armamento, onde um disparo acidental não seria tão simples de ocorrer.

Recentemente, mais precisamente no dia 11 de outubro, tivemos mais um capítulo dos desastres envolvendo caças da OTAN. Dessa vez o fato ocorreu na Bélgica, quando um mecânico que estava fazendo reparos em uma aeronave, que estava no pátio de uma base aérea, acidentalmente disparou o canhão, destruindo um caça F-16 da OTAN que estava próximo, conforme a RTL.Info.

As Forças Armadas da Bélgica afirmaram que o fogo da aeronave, causado durante a manutenção, alcançou outros dois aviões de guerra, resultando na destruição de um deles, enquanto que o segunda sofreu "danos". Entretanto, os funcionários que estavam no local afirmam que a aeronave foi destruída após o disparo de um canhão M61A1 Vulcan atingir o tanque de combustível da aeronave, que estava totalmente abastecida, causando a explosão.

O mecânico foi levado ao hospital com ferimentos leves, apesar de apresentar problemas auditivos devido à segunda explosão. As atividades da base aérea foram suspensas para que a investigação do incidente seja realizada, segundo o tenente-coronel da base aérea belga, Didier Di Giovanni.

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