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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

4 tipos de armas que inesperadamente acabaram nas mãos de terroristas na Síria

De onde vêm as armas usadas pelos extremistas sírios nos confrontos contra as tropas governamentais e diferentes outras fações? O colunista da Sputnik Andrei Kots enumera os armamentos mais importantes e inesperados do seu arsenal.


Sputnik

É evidente que qualquer conflito armado internacional que envolva mais de dois lados logo se torna em uma espécie de "exposição" de armamentos e equipamentos de diferentes construtores, pois todos os grandes jogadores geopolíticos costumam apoiar seus aliados e "proxies" — ou seja, terceiras forças utilizadas em um conflito indireto.


Parte da exposição EXÉRCITO 2018 dedicada à guerra síria no parque Patriot, em Moscou
© Sputnik / Sergei Mamontov

Convidado do passado

Em novembro de 2015, quando as unidades do exército sírio estavam travando combates duros contra a Frente al-Nusra, organização terrorista proibida na Rússia, na província de Latakia, os militares ficaram pasmados com um veículo blindado que lhes fazia frente. Tratava-se de um tanque estranho, que não tinha nada a ver com os tanques soviéticos da família T, que eram o núcleo do arsenal blindado dos terroristas.

Na época, tendo feito apenas alguns disparos, o carro foi eliminado por um T-72 das tropas governamentais. Já depois, quando os especialistas russos e sírios fizeram a inspeção do veículo, se revelou que era um antigo tanque britânico Centurion MK 3, produzido na década de 50. A primeira modificação do veículo fora realizada ainda na época da Segunda Guerra Mundial!

A terceira série destes tanques com canhões QF 20 pounder de 83,8 mm foi pouco numerosa — apenas 700 unidades. Entretanto, os veículos desta série chegaram a participar dos combates no Oriente Médio e em numerosos conflitos árabe-israelenses, bem como na Guerra Irã-Iraque.

O Centurion MK 3 que acabou nos mãos dos terroristas da Frente Al-Nusra era proveniente da Jordânia, que havia comprado cerca de 300 tanques desse tipo ao Reino Unido.

Blindados para os curdos

Não é muito frequente que os grupos armados na Síria usem modernos blindados dos países da OTAN — à exceção das partes abertamente apoiadas por Washington e Bruxelas, por exemplo, as Unidades de Proteção Popular (YPG), que usam ativamente armas de produção estadunidense, alemã e belga, bem como veículos de transporte produzidos nos países ocidentais, incluindo os mais novos blindados pesados Cougar.

Em algumas das fotos captadas durante o conflito sírio se pôde ver uma modificação do veículo de combate de infantaria Badger, que os norte-americanos têm usado para armar o exército iraquiano desde 2007. Havia duas variantes deste blindado: de quatro e seis rodas, com capacidade para 10 e 16 combatentes, respectivamente. Ele possui um compartimento blindado que protege eficazmente a tripulação de explosões de minas de produção caseira e ataques de armas de fogo com calibres de até 12,7 mm.

Armas nazistas

Os militares das tropas governamentais sírias apreendem frequentemente fuzis de assalto StG 44 Sturmgewehr, usados pelos nazistas no período entre 1943 1945.

Em pleno início do conflito civil, alguns grupos da oposição armada invadiram os paióis em Aleppo, onde se encontravam 5 mil unidades destes fuzis. Na época, eles se disseminaram por toda a Síria, mas em uma variante modificada de forma amadora. Os militantes instalaram inclusive neles trilhos Picatinny para montar miras telescópicas e tentaram fazer muitas outras mudanças bem estranhas, que provavelmente deixariam o construtor alemão Hugo Schmeisser bem surpreendido.

Entretanto, não é a existência destes fuzis no Oriente Médio que deixa o autor do texto chocado, pois os alemães produziram quase meio milhão destas armas, que posteriormente foram fornecidas a duas dezenas de países. O mais marcante é que a produção de munições de 7,92х33 mm de calibre foi parada em 1945. Ao que parece, os alemães apostavam muito nesta arma e fabricaram tal quantidade de munições que chegou para quase 80 anos!

Mísseis terra-ar

Já faz muito que se fala sobre os sistemas móveis de mísseis que estariam em serviço dos militantes na Síria. Essa pressuposição foi confirmada em 3 de fevereiro do ano corrente, quando na província de Idlib um caça-bombardeiro Su-25 foi abatido por um míssil. Até hoje não está claro de que tipo de arma se trata. De acordo com uma das versões, teria sido uma modificação do sistema chinês HY-6.

A China exportava esse armamento para vários países — a Malásia, o Camboja, o Peru, o Paquistão e algumas unidades teriam acabado nas mãos de terroristas. O sistema de mísseis é capaz de eliminar alvos aéreos nas altitudes entre 500 e 5 mil metros. O alcance é de 500 até 5.000 metros na distância e entre 15 metros e 3,5 quilômetros em altitude.

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