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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Analista avalia probabilidades de assinatura de tratado de paz entre Rússia e Japão

É pouco provável que a Rússia e o Japão assinem um tratado de paz, mas poderá haver algum progresso nas negociações sobre o estatuto das Ilhas Curilas após o encontro entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente russo Vladimir Putin, disse Yuri Tavrovsky, professor da Universidade Russa da Amizade dos Povos, à Sputnik.


Sputnik

Recentemente a imprensa japonesa escreveu que o primeiro-ministro Shinzo Abe tem a intenção, nas margens da próxima reunião da ASEAN, de sugerir ao líder russo acelerar as negociações sobre a resolução da questão do estatuto das Ilhas Curilas, com base na declaração soviético-japonesa de 1956. Após a Segunda Guerra Mundial, a Rússia e o Japão não chegaram a concluir um tratado de paz.


Ilhas Curilas, área de disputa histórica entre a Rússia e o Japão
Ilhas Curilas © Sputnik / Alexander Liskin

O Japão reivindica as ilhas de Kunashir, Shikotan, Iturup e Habomai, se baseando no tratado bilateral sobre o comércio e as fronteiras de 1855. A posição de Moscou é que as ilhas se tornaram parte da URSS após a Segunda Guerra Mundial e que a soberania da Federação da Rússia sobre elas é indiscutível.

Em 1956, a URSS e o Japão assinaram uma declaração conjunta. A URSS esperava que esta declaração pusesse fim à disputa, mas o Japão considerou o documento apenas como parte da solução do problema, mantendo as reivindicações em relação a todas as ilhas.

De acordo com este documento, Moscou manifestou prontidão, após a assinatura do tratado de paz, de entregar as ilhas de Shikotan e Habomai ao Japão. A proposta de Abe, ao que se sabe, incluiria a possibilidade de discutir a soberania de Kunashir e Iturup, que não são mencionadas na declaração. Como nota a imprensa japonesa, Abe espera que os países cheguem a um acordo em 2019.

"Acredito que a proposta de Abe é possível. Abe já realizou muitas tentativas de resolver esse problema, que é basicamente insolúvel", disse Tavrovsky à Sputnik.

O especialista acha que é impossível resolver o problema de um tratado de paz entre a Rússia e o Japão, porque este problema está relacionado com os resultados da Segunda Guerra Mundial. Praticamente todas as grandes mudanças na fronteira russo-japonesa ocorreram em resultado de guerras. Quaisquer concessões territoriais vão contra os interesses nacionais da Rússia.

"A fronteira pode ser mudada só em resultado de uma nova guerra entre a Rússia e o Japão, o que é absolutamente impossível", disse ele.

Tavrovsky lembrou que o Japão tem disputas territoriais com todos os outros vizinhos e que a solução da questão territorial entre Moscou e Tóquio causará preocupação à China e à Coreia do Sul, causando instabilidade no oceano Pacífico.

O especialista acredita que o governo japonês, incluindo Shinzo Abe, é forçado por razões políticas internas a buscar novos meios de solução do problema territorial. Segundo ele, Abe entende que o problema do tratado de paz é insolúvel, impede-o de melhorar as relações com a Rússia, mas, dada a opinião pública japonesa, o primeiro-ministro do Japão é obrigado a lidar com essa contradição.

"Nenhuma pedra das Ilhas Curilas se tornará japonesa no futuro previsível", acrescentou o professor.

Por isso, os avanços quanto ao tratado de paz podem ter a ver apenas com o surgimento de novas formulações, novos prazos, mas na prática a situação não mudará.

Em setembro, no Fórum Econômico do Oriente, Putin, falando com Abe, inesperadamente propôs elaborar um tratado de paz sem condições preliminares até o final do ano. Após o encontro, Abe explicou mais uma vez a posição do Japão, tornando impossível aceitar a proposta. Ao mesmo tempo, o governo do Japão e pessoalmente Abe consideraram a proposta do presidente russo como uma expressão de seu desejo de terminar as complexas negociações.

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