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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Analista chama de utópica a ideia de criar exército europeu

A ideia da União Europeia de criar suas próprias Forças Armadas é uma utopia, declarou o chefe do centro das pesquisas geopolíticas Eurocontinent, Pierre-Emmanuel Thomann.


Sputnik

O presidente francês Emmanuel Macron propôs criar um "verdadeiro exército europeu" para proteger a Europa "da China, Rússia e até dos Estados Unidos da América". A ideia foi apoiada pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel.


Soldados do exército francês durante exercício militar
Militares do Exército francês © AFP 2018 / SEBASTIEN BOZON

"A ideia de exército europeu é uma utopia porque os europeus nunca chegarão ao acordo sobre comando integrado. Particularmente, porque a França tem armas nucleares, mas a Alemanha — não. A França, ao contrário da Alemanha, também é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas", comentou à Sputnik o especialista.

Segundo ele, os dois países têm interesses geopolíticos diferentes. "A França realmente gostaria de ver os países da UE cooperarem na esfera militar como Estados soberanos sob sua liderança, já a declaração de Macron sobre o exército europeu deveria ser vista como um slogan político na corrida para as eleições ao Parlamento Europeu em maio de 2019. Ela não reflete a verdadeira posição francesa" destacou Thomann.

O analista opina que o presidente francês aposta em realizar operações militares conjuntas com a UE, visto que "Paris quer ser capaz de agir na região do Mediterrâneo, no Oriente Médio e na África". Macron queria ter apóio dos europeus para se defender da ameaça crítica do flanco sul, em particular, do terrorismo islâmico, enquanto o flanco oriental da Europa está em segundo lugar, ressaltou o geopolítico.

De acordo com ele, Berlim "está preocupada com o flanco oriental da Europa". "Para a Alemanha, que sempre foi membro da OTAN, o exército europeu é um pilar da Aliança, por isso Berlim segue em maior grau os interesses geopolíticos dos EUA para garantir um contrapeso à Rússia", opina Thomann.

Por essa razão a Alemanha tem como prioridade a concepção da Cooperação Estruturada Permanente (PESCO, na sigla em inglês) para realizar projetos conjuntos, mas em sinergia com a OTAN, já que Berlim olha com cuidado para a ideia de Macron sobre uma estrutura independente da União Europeia e da organização, considera o analista.

"Os alemães não estão interessados em defender os interesses da França na região do Mediterrâneo e na África", disse à Sputnik Thomann.

Em 2017, a União Europeia aprovou o documento sobre o lançamento da Cooperação Estruturada Permanente (PESCO) para aprofundar a cooperação no domínio da defesa. O PESCO permite elaborar conjuntamente forças e meios militares e realizar operações na esfera da defesa e segurança. Vinte e cinco países, inclusive os que não são membros da OTAN, expressaram a intenção de começar a implementação do PESCO. Em junho de 2018, nove países europeus assinaram o protocolo sobre a criação de forças europeias de reação imediata.

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