Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Analista chama de utópica a ideia de criar exército europeu

A ideia da União Europeia de criar suas próprias Forças Armadas é uma utopia, declarou o chefe do centro das pesquisas geopolíticas Eurocontinent, Pierre-Emmanuel Thomann.


Sputnik

O presidente francês Emmanuel Macron propôs criar um "verdadeiro exército europeu" para proteger a Europa "da China, Rússia e até dos Estados Unidos da América". A ideia foi apoiada pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel.


Soldados do exército francês durante exercício militar
Militares do Exército francês © AFP 2018 / SEBASTIEN BOZON

"A ideia de exército europeu é uma utopia porque os europeus nunca chegarão ao acordo sobre comando integrado. Particularmente, porque a França tem armas nucleares, mas a Alemanha — não. A França, ao contrário da Alemanha, também é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas", comentou à Sputnik o especialista.

Segundo ele, os dois países têm interesses geopolíticos diferentes. "A França realmente gostaria de ver os países da UE cooperarem na esfera militar como Estados soberanos sob sua liderança, já a declaração de Macron sobre o exército europeu deveria ser vista como um slogan político na corrida para as eleições ao Parlamento Europeu em maio de 2019. Ela não reflete a verdadeira posição francesa" destacou Thomann.

O analista opina que o presidente francês aposta em realizar operações militares conjuntas com a UE, visto que "Paris quer ser capaz de agir na região do Mediterrâneo, no Oriente Médio e na África". Macron queria ter apóio dos europeus para se defender da ameaça crítica do flanco sul, em particular, do terrorismo islâmico, enquanto o flanco oriental da Europa está em segundo lugar, ressaltou o geopolítico.

De acordo com ele, Berlim "está preocupada com o flanco oriental da Europa". "Para a Alemanha, que sempre foi membro da OTAN, o exército europeu é um pilar da Aliança, por isso Berlim segue em maior grau os interesses geopolíticos dos EUA para garantir um contrapeso à Rússia", opina Thomann.

Por essa razão a Alemanha tem como prioridade a concepção da Cooperação Estruturada Permanente (PESCO, na sigla em inglês) para realizar projetos conjuntos, mas em sinergia com a OTAN, já que Berlim olha com cuidado para a ideia de Macron sobre uma estrutura independente da União Europeia e da organização, considera o analista.

"Os alemães não estão interessados em defender os interesses da França na região do Mediterrâneo e na África", disse à Sputnik Thomann.

Em 2017, a União Europeia aprovou o documento sobre o lançamento da Cooperação Estruturada Permanente (PESCO) para aprofundar a cooperação no domínio da defesa. O PESCO permite elaborar conjuntamente forças e meios militares e realizar operações na esfera da defesa e segurança. Vinte e cinco países, inclusive os que não são membros da OTAN, expressaram a intenção de começar a implementação do PESCO. Em junho de 2018, nove países europeus assinaram o protocolo sobre a criação de forças europeias de reação imediata.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas