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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

Atmaca, primeiro míssil mar-mar da Turquia, pronto para produção em massa


Míssil superfície-superfície é destinado a aumentar a dissuasão do mar, diz autoridade da indústria de defesa


Por Goksel Yildirim | Anadolu Agency | Poder Naval

ANCARA – O primeiro míssil marítimo autóctone da Turquia está pronto para produção em massa, anunciou na sexta-feira a Presidência das Indústrias de Defesa da Turquia (SSB).



O míssil superfície-superfície Atmaca deve reforçar a dissuasão marítima, disse a SSB em um comunicado.

O acordo para a produção em massa do míssil foi assinado entre a SSB e o fabricante de mísseis Roketsan, acrescentou.

Sob o acordo, os equipamentos e peças de reposição para o sistema de controle de tiro do míssil serão produzidos pela empresa líder de defesa turca Aselsan.

O projeto Atmaca foi lançado para atender à necessidade de que mísseis de cruzeiro navais sejam implantados no programa de navios de guerra MILGEM das Forças Navais da Turquia.

O MILGEM – o primeiro programa de guerra autóctone da Turquia – foi realizado com mais de 65% de participação da indústria nacional, com mais de 50 empresas nacionais contribuindo para o projeto, de acordo com o SSB.


Características do Atmaca

O míssil antinavio Atmaca (Falcão) da Turquia começará a ser produzido e colocado em serviço pela Marinha Turca em 2018 (espera-se equipar os corvetas MILGEM e as Fragatas Oliver Hazard Perry). O míssil antinavio Atmaca foi testado pela primeira vez no final de 2017.


Míssil superfície-superfície Atmaca saindo do lançador
Míssil superfície-superfície Atmaca saindo do lançador

O míssil foi desenvolvido pela Roketsan. A Subsecretaria das Indústrias de Defesa da Turquia (SSM) assinou um contrato em 2009 na fase de pesquisa e desenvolvimento do projeto Atmaca, com a Roketsan como contratada principal. O trabalho no Atmaca começou após a assinatura do contrato com a Roketsan em 2009, como resultado do trabalho de longa duração no Comando do Centro de Pesquisas do Comando das Forças Navais (ARMERKOM).

O Atmaca tem capacidades semelhantes aos mísseis Exocet (França), C-802 (China) e Harpoon (EUA). Ele pesa 800 kg e carrega uma ogiva pesando 200 quilos. Voa a uma velocidade variável enquanto atinge um alcance máximo de 200 km. Enquanto isso, o Harpoon americano de 691 kg tem um alcance de 140 km.

Sua orientação é obtida por meio dos sistemas INS/GPS (Sistema de Navegação Inercial/Sistema de Posicionamento Global), enquanto na fase terminal utiliza um sistema de radar ativo para busca independente e detecção de alvos. O Atmaca também tem hardware de link de dados.

Com isso, o Atmaca poderá ter seu alvo atualizado remotamente enquanto estiver voando. A asa principal do míssil turco é maior do que do Harpoon, resultando em maior envergadura. Há duas dobradiças na asa principal do Atmaca comparadas a uma das asas do Harpoon. Essa mudança foi feita para melhorar o desempenho de voo do míssil.

As aletas de controle do míssil turco são consideravelmente menores que o míssil dos EUA. A Turquia pretende empregar o mini motor turbojato Kale 3500 no lugar do Microturbo TRI 40, que alimenta o Míssil Stand-off (SOM) lançado pelo ar (ALCM).




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