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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

'Chaves do céu': analista indica por que Índia decidiu comprar mísseis russos

A Rússia ganhou a licitação para fornecer à Índia complexos de mísseis antiaéreos. Segundo indica um especialista militar russo, a Índia é um antigo parceiro técnico-militar da Rússia e o último contrato indica o fortalecimento da cooperação bilateral.


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Recentemente, a Rússia ganhou a licitação para fornecer à Índia sistemas de defesa antiaérea no valor de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,6 bilhões), revelou uma fonte da indústria militar russa.


Sistema de defesa antiaérea portátil Igla é disparado a partir de um veículo blindado Tigr no âmbito dos exercícios táticos Rubezh 2016
Míssil antiaéreo Igla disparado de cima de um jipe Tigr © Sputnik / Mikhail Voskresenskiy

Em 19 de novembro, o canal de televisão indiano NDTV informou que a Rosoboronexport — empresa estatal russa de exportações e importações de produtos, tecnologias e serviços militares e de defesa — ofereceu as condições mais favoráveis na licitação que a Índia havia aberto para o fornecimento de sistemas antiaéreos portáteis.

Nessa conexão, o especialista militar russo Aleksei Leonkov explicou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik por que tal escolha da parte indiana não é surpreendente.

"A Índia é um antigo parceiro da Rússia na área de cooperação técnico-militar e, no âmbito do alargamento dessa colaboração, mostra interesse em nossos sistemas de defesa antiaérea", destacou.

Entretanto, o especialista sublinhou que "tudo começou com os complexos S-400 e continuará, ao que parece, com outros sistemas. Isso significa que a Índia está pensando a sério em construir um sistema de defesa de vários níveis na base dos complexos antiaéreos russos. E o primeiro passo já foi dado", opina.

Assim, conclui o analista, não é surpreendente que "a parte indiana tenha escolhido justamente os nossos complexos graças ao seu caráter único e à capacidade de manter as 'chaves do céu'".

A Rússia e Índia são os maiores parceiros na área de cooperação técnica-militar: mais de 70% do armamento e material militar que estão em serviço nas Forças Armadas da Índia são de produção russa ou soviética. Ademais, a Rússia fornece anualmente ao país material militar e armamentos no valor de vários bilhões de dólares.

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