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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Chefe do Estado-Maior britânico diz que a Rússia é ameaça maior do que o Daesh

O chefe do Estado-Maior do Reino Unido, Mark Carleton-Smith, disse que a Rússia representa para Londres e seus aliados uma ameaça maior do que os grupos terroristas Daesh e Al-Qaeda, informou o jornal britânico The Telegraph.


Sputnik

"Sem dúvida, a Rússia representa hoje uma ameaça maior à nossa segurança nacional do que extremistas islâmicos, como a Al-Qaeda ou o Daesh", afirmou Carleton-Smith em entrevista ao jornal.


Lieutenant General Mark Carleton-Smith
Chefe do Estado-Maior do Reino Unido, Mark Carleton-Smith © Foto: Facebook / Ministry of Defence

Ele alegou que a ameaça do Daesh se tornou menos importante desde que seu "califado" foi destruído na Síria e no Iraque, e agora o Reino Unido e seus aliados precisam "se concentrar" na ameaça russa.

"A Rússia está tentando estudar e tirar proveito das vulnerabilidades do Ocidente. Não podemos menosprezar a ameaça que a Rússia representa", declarou.

Segundo Carleton-Smith, o "apoio ao potencial da OTAN e a unidade dos seus países membros" deve ser "a resposta militar tradicional" à Rússia.

O presidente russo Vladimir Putin disse em outubro passado que a Rússia não ameaça ninguém e cumpre rigorosamente todos os seus compromissos relacionados à segurança internacional e ao controle de armas.

No entanto, Putin alertou que Moscou fará todo o necessário para se defender "contra qualquer ameaça potencial".

O líder russo também questionou a própria existência da OTAN após o ano de 1991, quando a União Soviética e o Pacto de Varsóvia se desintegraram.

"Dá a impressão de que a OTAN precisa de um inimigo simplesmente para ter razão de ser, e é por isso que está sempre procurando um adversário ou lançando provocações ao inventar rivais", comentou Putin.

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