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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

CIA conclui que príncipe herdeiro saudita mandou matar jornalista, diz jornal

Segundo o 'Washington Post', agência de inteligência descobriu que Khashoggi conversou com o irmão do príncipe herdeiro saudita sobre viagem à Turquia e teve garantia de que nada ocorreria com ele, mas acabou assassinado.


EFE

A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) concluiu que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, ordenou o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, crítico do governo, no consulado do país em Istambul, na Turquia, no início de outubro, segundo fontes do jornal "The Washington Post".

Príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman — Foto: Reuters
Príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman — Foto: Reuters

As conclusões foram reveladas pelo jornal nesta sexta-feira. Segundo o próprio governo da Arábia Saudita, Khashoggi foi morto por um grupo de agentes do país -- alguns deles próximos ao príncipe herdeiro -- no dia 2 de outubro. Ele estava no consulado para pegar documentos para se casar com sua mulher turca.

O "Post", que cita fontes com conhecimento do caso, afirmou que a CIA descobriu que Khashoggi, que vivia em Washington, conversou com o embaixador saudita nos EUA e irmão do príncipe herdeiro, Khaled bin Salman, sobre a viagem à Turquia para obter os documentos.

De acordo com a CIA, o embaixador pediu que Khashoggi fizesse os trâmites burocráticos em Istambul por solicitação do príncipe-herdeiro. E garantiu que nada ocorreria com o jornalista.

Ainda não está claro, segundo o "Post", se o embaixador sabia dos planos para assassinar o jornalista na Turquia.

Uma porta-voz da embaixada saudita em Washington negou ao "Post" o conteúdo da conversa entre o embaixador e o jornalista. Segundo ela, as conclusões da CIA são "falsas".

Após o desaparecimento do jornalista, a Arábia Saudita afirmou que Khashoggi saiu sozinho do consulado. No entanto, a pressão internacional e as provas apresentadas pela Turquia fizeram o governo saudita admitir que o opositor morreu no local.

Na primeira versão sobre a morte, os sauditas afirmaram que Khashoggi havia morrido em uma briga. Depois, o governo reconheceu que o jornalista foi vítima de um assassinato premeditado.

Cerca de 15 agentes que haviam chegado em Istambul na noite anterior esperavam Kashoggi no consulado saudita. Quatro deles fazem parte do esquema de segurança do príncipe herdeiro, que nega qualquer envolvimento no crime.

Segundo o "Post", a CIA considera Mohammed bin Salman como um "bom tecnocrata", mas o classifica como "volátil", arrogante e explosivo. No entanto, a agência acredita que ele sobreviverá ao escândalo da morte de Khashoggi e seguirá como herdeiro do torno do país.

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