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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

'Colinas de Golã permanecerão para sempre em nossas mãos', afirma Netanyahu

Israel afirmou que é permanente sua soberania sobre as Colinas de Golã, após os EUA terem rejeitado pela primeira vez a resolução anual da ONU apelando que Tel Aviv termine sua ocupação do território sírio, que foi capturado em 1967.


Sputnik

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, agradeceu ao presidente Donald Trump e à embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, pelo voto "importante e justo" que corresponde completamente à politica de Israel.


Bandeira israelense no Monte Bental, nas Colinas de Golã, que são controladas por Israel (foto de arquivo)
Colinas de Golã © AFP 2018 / Jalaa Marey

"Israel permanecerá nas Colinas de Golã para sempre, e as Colinas de Golã permanecerão para sempre em nossas mãos", disse Netanyahu, citado pelo jornal The Jerusalem Post.

Netanyahu notou que Israel tem trabalhado com os EUA "por algum tempo" rumo ao abandono do apoio passivo de Washington à resolução tradicional intitulada "Colinas de Golã sírias ocupadas".

A anterior administração dos Estados Unidos se absteve da votação do documento simbólico, mas, neste ano, os EUA se tornaram o único país, além de Israel, de votar "não". Porém, com 151 votos a favor e 14 abstenções, a resolução foi aprovada.

O documento exige o fim da ocupação das Colinas de Golã por Israel, pedindo que Tel Aviv se abstenha de estabelecer assentamentos e de impor cidadania israelense aos sírios que moram na região.

Israel assumiu o controle das Colinas de Golã em 1967 depois da Guerra dos Seis Dias. Em 1981, o Estado judeu aprovou uma lei declarando seu direito ao território, justificando a medida como uma necessidade de salvaguardar suas fronteiras da atividade militar agressiva. No entanto, a lei nunca foi reconhecida internacionalmente e a disputa entre Síria e Israel pelo território ainda não foi resolvida.

Israel tem disfrutado das melhores relações com EUA durante a administração de Trump que atende os interesses de Tel Aviv, ignorados pelo governo estadunidense anterior. Um dos passos mais controversos de Trump foi a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo a cidade sagrada como capital de Israel.

Posteriormente, o embaixador dos EUA em Israel alegou que Washington poderá, em breve, reconhecer as reivindicações de Israel para as Colinas de Golã.

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