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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Contra crise no governo, Netanyahu assume Ministério da Defesa em Israel e descarta antecipar eleições

Premiê israelense acumulará funções depois de saída de antigo ministro por discordar do cessar-fogo na Faixa de Gaza.


EFE

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assumiu neste domingo (18) o comando do Ministério da Defesa após a renúncia de Avigdor Lieberman, crítico à trégua com os palestinos na Faixa de Gaza. O premiê israelense também descartou a saída de partidos aliados da coalizão que o sustenta no poder.

Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, durante encontro em Jerusalém em julho — Foto: Debbie Hill / AFP
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, durante encontro em Jerusalém em julho — Foto: Debbie Hill / AFP

Netanyahu se reuniu na tarde de hoje com o ministro de Finanças e líder do partido Kulanuu, Moshe Kahlon, que discordava na sequência de um governo sem maioria absoluta no parlamento. O encontro, segundo o premiê, era "decisivo", mas terminou "sem resultados".

A saída do Israel é Nosso Lar, partido de Lieberman, deixou o governo de Netanyahu com 61 cadeiras no Knesset, o parlamento israelense, contra 59 da oposição.

"Nós estamos em uma situação de segurança complexa. Em uma época assim não se derruba um governo, não se convoca eleições. Temos um ano inteiro até o pleito. A segurança do país está acima da política e dos interesses pessoais", disse Netanyahu em entrevista coletiva realizada na base central do Exército de Israel em Tel Aviv.

Em um discurso no qual focou sobre a segurança do país, Netanyahu lembrou a morte do seu irmão Yoni em uma operação militar e os êxitos que teve como ministro de Economia (2003-2005) e de Relações Exteriores (2015-2018) antes de anunciar que acumularia agora o cargo de titular do Ministério da Defesa.

"Os que me cercam sabem que tomei muitas decisões de segurança de modo pragmático, por honestidade e profunda preocupação com a paz do nosso país, pela segurança de nossos soldados e cidadãos", afirmou.

A imprensa israelense noticiou neste domingo que Netanyahu busca agora um nome para ocupar o cargo de chanceler do país, também ocupado por ele. O escolhido deve sair do Likud, partido do premiê.

Perda de apoio

Na sexta-feira, Netanyahu também fracassou na tentativa de conseguir apoio do Partido Lar Judeu, liderado pelo ministro de Educação, Naftali Benet, que condicionou qualquer apoio ao governo em troca de poder indicar o novo ministro da Defesa.

O primeiro-ministro afirmou hoje que antecipar as eleições seria "desnecessário e incorreto" devido à crise na Faixa de Gaza.

Lieberman renunciou ao cargo na terça-feira, um dia depois de israelenses e palestinos firmarem um cessar-fogo para impedir uma escalada de violência em Gaza.

Vários integrantes do gabinete de segurança do governo foram contrários à trégua. E Lieberman, que exigia uma operação militar de envergadura como resposta aos mais de 400 foguetes lançados por milícias palestinas contra Israel, entregou o cargo por considerar o cessar-fogo como uma "submissão ao terror".

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