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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
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Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Derramada luz sobre presença de submarinos nazistas na Argentina

Até hoje, em torno da Alemanha nazista e seu líder há muitos rumores, tais como conspiração entre os alemães e o Ocidente, ajuda do governo argentino aos nazistas derrotados e até a fuga secreta de Adolf Hitler em um submarino. O escritor argentino Abel Basti revelou à Sputnik Mundo algumas conclusões que fez após investigar o assunto.


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Assim como indicam outras versões, o escritor conta que os nazistas tentaram transferir seus bens e pessoal para a costa do oceano Atlântico durante e após a Segunda Guerra Mundial.


Submarino da Alemanha nazista U-2513 del Tipo XXI (imagem ilustrativa)
Submarino da Alemanha nazista U-2513 do Tipo XXI | CC0 / Marinha dos EUA

"Ao final do conflito, nazistas fizeram um acordo com os EUA por trás da União Soviética, que foi traída, pois eram aliados [aos Estados Unidos], sobre a transferência de tudo que constituía capital do Terceiro Reich: divisas, tecnologia de ponta, capital humano e cientistas", disse Basti à Sputnik Mundo.

Este plano teria sido elaborado por Hitler com antecedência como plano B perante a possível derrota, compreendendo vários programas secretos de transferência de todos os tipos de bens durante as evacuações, incluindo em submarinos e com ajuda da Argentina.

Mas, sublinha o interlocutor da Sputnik, a Alemanha nazista teria mantido contatos com a Argentina durante toda a guerra. Por que Argentina, então?

"Porque enquanto o continente americano estava optando pelo apoio aos Aliados e se alienando com os EUA, havia poucos países que iriam manter até o fim a neutralidade que às vezes ocultava certo apoio aos nazistas", respondeu Basti.

Após o Brasil declarar guerra às potências do Eixo em agosto de 1942, a Argentina ficou sendo o único país neutro com costa atlântica até março de 1945, quando o governo argentino cedeu à pressão internacional e se aderiu às forças aliadas.

Segundo Basti, o material bélico da Alemanha nazista foi deslocado por terra, céu e mar. Se no início do conflito a Marinha nazista (Kriegsmarine) tinha 57 submarinos, no fim mais de 1.000 Unterseeboote (conhecidos como U-Boot) zarparam da Alemanha, calculam especialistas.

Em julho e agosto de 1945, logo após a capitulação do exército nazi, dois submarinos alemães, U530 e U977, renderam-se no porto de Buenos Aires. Porém, nota o escritor, eles teriam sido apenas a ponta do iceberg.

Basti aponta mais de 3.000 quilômetros de praias sem controle na costa argentina, região que teria sido investigada pelos nazistas ainda durante a Primeira Guerra Mundial.

Além disso, existiam grandes partes da costa que pertenciam a capitais ou colonos germânicos que, por sua vez, ofereciam apoio logístico terrestre e infraestrutura necessária para o desembarque, carga e descarga, acrescenta o escritor.

Durante a guerra, havia muitos submarinos nazistas chegando à costa atlântica e voltando, porque Alemanha podia se abastecer de certas coisas apenas por meio de submarinos, explica o especialista. No entanto, "a partir de 1945, começam a chegar viagens sem regresso, porque muitos iriam se afundar para não deixar rastros", contou.

Informações sobre submarinos afundados se encontram na documentação desclassificada da Marinha argentina. O escritor cita como exemplo o golfo de San Matias, perto da cidade argentina de Viedma, onde os submarinos eram afundados a uns metros da costa em um lugar bastante profundo, mas não muito longe para facilitar o desembarque.

"Os casos mais significativos são os submarinos que chegaram a portos militares argentinos sob a proteção do governo, sem falar dos que se renderam em Mar del Plata, mas esta informação está protegida como segredo do Estado, não está desclassificada, por isso temos que nos basear em testemunhas e versões da época", concluiu Basti.

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