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Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

Especialista estadunidense prevê crise no sistema de controle de armamentos

Laura Holgate, vice-presidente da Iniciativa de Redução de Ameaça Nuclear (NTI, na sigla em inglês) disse que, se a tendência originada pela retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário permanecer, o mundo enfrentará uma crise de controle de armamentos dentro de cinco anos.


Sputnik

"Se a situação se desenvolver nessa direção, presumo que enfrentaremos uma grave crise no campo do controle de armamentos e, posteriormente, de segurança global nos próximos cinco anos", disse ela durante sua palestra no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO).


Míssil de cruzeiro Tomahawk
Lançamento de míssil Tomahawk © AP Photo/ John McCutcheon

Segundo Holgate, esse passo dos EUA provocaria uma "série de consequências negativas para os EUA, Rússia, Europa e o mundo em geral". Em particular, a destruição do Tratado INF levaria a um risco de corrida armamentista onerosa e perigosa, o que aumentaria significativamente o risco de acidentes ou erros de cálculo, acarretando uma escalada nuclear".

A especialista também observou que a saída do Tratado INF e possíveis medidas subsequentes de Washington podem não apenas provocar uma resposta de Moscou, mas também fomentar a discordância entre os aliados dos EUA.

"Se os EUA propuserem implantar mísseis de médio alcance na Europa, isso dividiria a OTAN e seria para a Rússia um incentivo para responder com a instalação de seus próprios mísseis", acrescentou.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington se retiraria do Tratado INF. Segundo ele, os EUA aumentarão seu potencial nuclear até que os demais países "caiam em si", então Washington estará pronto para parar esse processo e começar a reduzir os armamentos. Ele explicou que essa mensagem é dirigida principalmente à China e à Rússia.

Nos últimos anos, Moscou e Washington têm se acusado mutuamente de violar o tratado. A Rússia declarou repetidamente que cumpre rigorosamente todas as suas obrigações. O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou tem sérios questionamentos a fazer aos EUA sobre o cumprimento do tratado pelos próprios norte-americanos. Em particular, Moscou aponta que os Estados Unidos estão posicionando sistemas capazes de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk na Polônia e Romênia, o que é proibido pelo tratado. A Rússia também chama a atenção que os EUA estão desenvolvendo drones de ataque e financiam pesquisas sobre criação de um míssil de cruzeiro terrestre.

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