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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

EUA alertam contra 'impérios e agressão' no Indo-Pacífico, em alusão à China

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou na quinta-feira (15) durante cúpula de ASEAN que não há lugar para "impérios e agressão" na região do Indo-Pacífico. O comentário se tornou amplamente interpretado como uma referência às ações chinesas.


Sputnik

Falando na cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, não mencionou diretamente a China, mas as suas afirmações foram interpretadas como estando ligadas à crescente presença de Pequim no mar do Sul da China, segundo a mídia.


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Mike Pence | Reprodução

"Tal como vocês, nós procuramos um Indo-Pacífico onde todas as nações, grandes e pequenas, podem prosperar e florescer, estando seguros em nossa soberania, confiantes em nossos valores e crescendo mais fortes juntos. Todos nós estamos de acordo que impérios e agressão não têm lugar no Indo-Pacífico", declarou Pence.

Ele assegurou que os EUA têm procurado promover tal visão, estimulando os investimentos privados na infraestrutura e desenvolvendo um comércio "livre, honesto e recíproco".

Essa afirmação foi feita um dia depois de Pence declarar que a China poderia enfrentar uma guerra fria total com os EUA e seus aliados se não mudasse seu comportamento. Caso Pequim não faça concessões concretas, os EUA estão dispostos a aumentar a pressão econômica, diplomática e política sobre o país, segundo o alto responsável.

Na terça-feira (13), o conselheiro de Segurança da Casa Branca, John Bolton, disse aos jornalistas nos bastidores da cúpula da ASEAN, que Washington é contra os passos militares unilaterais de Pequim no mar do Sul da China e que a intensidade das operações de liberdade de navegação dos EUA nas águas disputadas estava aumentando.

Os incidentes entre navios da China e dos EUA têm se repetido nesta região, tendo um deles tido lugar em outubro. Nessa ocasião, o destróier USS Decatur e o navio de guerra chinês Luyang efetuaram uma aproximação perigosa, obrigando o navio dos EUA a manobrar para evitar a colisão.

Durante os últimos anos, a China tem aumentando a sua presença militar nas águas disputadas, alegando os interesses nacionais de defesa.

As disputas se agravaram em maio, quando o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, assinalou que, apesar da promessa do presidente chinês Xi Jinping de não militarizar as ilhas Spratly, Pequim implantou armas nestas áreas. Pequim, por sua vez, ressaltou que tem direito soberano de enviar tropas para qualquer parte do seu território.

As ilhas Spratly e as ilhas Paracel estão entre os territórios mais disputados. Pequim, Taiwan, Vietnã, Malásia e Filipinas reivindicaram partes das Spratly, enquanto Pequim, Taiwan e Vietnã disputam a soberania sobre as Paracel. A China exerce controle de fato sobre as Paracel desde 1974.

Os EUA há muito que se mostram alarmados com a construção de postos avançados e instalações militares chinesas em ilhas artificiais no mar do Sul da China, mas as ações costumam se restringir a denúncias internacionais e advertências verbais. Entretanto, os navios da Marinha dos EUA realizam operações de "liberdade de navegação" nessas áreas, e os bombardeiros da Força Aérea dos EUA por vezes realizam voos sobre o Mar do Sul da China.

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