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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

EUA alertam contra 'impérios e agressão' no Indo-Pacífico, em alusão à China

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou na quinta-feira (15) durante cúpula de ASEAN que não há lugar para "impérios e agressão" na região do Indo-Pacífico. O comentário se tornou amplamente interpretado como uma referência às ações chinesas.


Sputnik

Falando na cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, não mencionou diretamente a China, mas as suas afirmações foram interpretadas como estando ligadas à crescente presença de Pequim no mar do Sul da China, segundo a mídia.


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Mike Pence | Reprodução

"Tal como vocês, nós procuramos um Indo-Pacífico onde todas as nações, grandes e pequenas, podem prosperar e florescer, estando seguros em nossa soberania, confiantes em nossos valores e crescendo mais fortes juntos. Todos nós estamos de acordo que impérios e agressão não têm lugar no Indo-Pacífico", declarou Pence.

Ele assegurou que os EUA têm procurado promover tal visão, estimulando os investimentos privados na infraestrutura e desenvolvendo um comércio "livre, honesto e recíproco".

Essa afirmação foi feita um dia depois de Pence declarar que a China poderia enfrentar uma guerra fria total com os EUA e seus aliados se não mudasse seu comportamento. Caso Pequim não faça concessões concretas, os EUA estão dispostos a aumentar a pressão econômica, diplomática e política sobre o país, segundo o alto responsável.

Na terça-feira (13), o conselheiro de Segurança da Casa Branca, John Bolton, disse aos jornalistas nos bastidores da cúpula da ASEAN, que Washington é contra os passos militares unilaterais de Pequim no mar do Sul da China e que a intensidade das operações de liberdade de navegação dos EUA nas águas disputadas estava aumentando.

Os incidentes entre navios da China e dos EUA têm se repetido nesta região, tendo um deles tido lugar em outubro. Nessa ocasião, o destróier USS Decatur e o navio de guerra chinês Luyang efetuaram uma aproximação perigosa, obrigando o navio dos EUA a manobrar para evitar a colisão.

Durante os últimos anos, a China tem aumentando a sua presença militar nas águas disputadas, alegando os interesses nacionais de defesa.

As disputas se agravaram em maio, quando o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, assinalou que, apesar da promessa do presidente chinês Xi Jinping de não militarizar as ilhas Spratly, Pequim implantou armas nestas áreas. Pequim, por sua vez, ressaltou que tem direito soberano de enviar tropas para qualquer parte do seu território.

As ilhas Spratly e as ilhas Paracel estão entre os territórios mais disputados. Pequim, Taiwan, Vietnã, Malásia e Filipinas reivindicaram partes das Spratly, enquanto Pequim, Taiwan e Vietnã disputam a soberania sobre as Paracel. A China exerce controle de fato sobre as Paracel desde 1974.

Os EUA há muito que se mostram alarmados com a construção de postos avançados e instalações militares chinesas em ilhas artificiais no mar do Sul da China, mas as ações costumam se restringir a denúncias internacionais e advertências verbais. Entretanto, os navios da Marinha dos EUA realizam operações de "liberdade de navegação" nessas áreas, e os bombardeiros da Força Aérea dos EUA por vezes realizam voos sobre o Mar do Sul da China.

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