Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

EUA 'desempoeiram' armas antigas para alcançar os modernos mísseis russos

A Marinha dos EUA está desenvolvendo uma arma hipersônica capaz de ser lançada de qualquer plataforma, inclusive subaquática, segundo o vice-almirante norte-americano Johnny Wolfe.


Sputnik

O desenvolvimento da arma está a cargo do Programa de Sistemas Estratégicos (SSP, na sigla em inglês) da Marinha dos EUA, que normalmente é encarregado de desenvolver armas nucleares.


Lançamento subaquático de um míssil balístico Trident a partir de um submarino
Lançamento subaquático do míssil balístico norte-americano Trident © East News / Everett Collection

Anteriormente, Wolfe declarou que o objetivo dos EUA é estarem prontos para atingir qualquer alvo no mundo, a qualquer momento, no tempo de uma hora. Para isso, eles precisam de uma arma hipersônica com um propulsor que possa ser lançada de qualquer plataforma.

Possíveis variantes da arma incluem os tipos de mísseis lançados a partir de navios de superfície e submarinos. Por isso, a equipe de desenvolvimento usa um requisito rigoroso: o lançamento subaquático a partir de um submarino.

Segundo o almirante, o futuro míssil não será usado apenas pela Marinha, mas também por todos os outros ramos das Forças Armadas.

Wolfe também anunciou que o SSP recebeu uma ordem para desenvolver armas nucleares táticas com a finalidade de alcançar os sistemas avançados de mísseis da Rússia.

"As armas nucleares 'de baixa potência' serão um contraponto direto ao que a Rússia acredita ter obtido até hoje e que nós não temos […] Teremos essa capacidade em resposta direta à Rússia", disse Wolfe.

De acordo com o almirante, o SSP simplesmente reutilizará seu antigo programa de ogivas nucleares W76 da década de 1970. A razão pela qual Washington decidiu retirar o pó de uma invenção tão antiga é que os EUA estão proibidos de testar novas armas nucleares, e a maioria dos componentes do W76 já foi testada antes da proibição internacional.

No entanto, o problema que o exército dos EUA está tendo não é a ogiva, é o míssil transportador. Os antigos mísseis Trident D5 já não são produzidos e, como os EUA continuam testando periodicamente os D5 para verificar se ainda são confiáveis, eles mais cedo ou mais tarde ficarão sem mísseis, reconheceu Wolfe.

Para resolver esta situação, o SSP terá que desenvolver um novo míssil, apelidado de Trident D5 LE2, que terá de ser encaixado nos antigos parâmetros de tamanho. Como resultado, os motores terão que permanecer iguais aos antigos. O pouco que os engenheiros conseguiriam mudar seria principalmente a parte eletrônica.

Comentários

Postagens mais visitadas