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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

EUA e Austrália vão reconstruir antiga base naval no Pacífico para conter gigante asiático

EUA se juntarão ao plano da Austrália de restaurar a antiga base naval de Lombrum, na Papua Nova Guiné, para conter a influência crescente da China na região Indo-Pacífico, conforme anunciou recentemente o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.


Sputnik

"Vamos trabalhar com essas duas nações [Austrália e Papua Nova Guiné] para proteger a soberania e os direitos marítimos nas ilhas do Pacífico", disse Pence neste sábado (17) durante a cúpula da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).


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Ao mesmo tempo, ele acrescentou que "eles podem ter confiança que os EUA continuarão defendendo a liberdade nos mares e no céu".

O anúncio foi feito em meio a tensões entre Washington e Pequim por causa da guerra comercial e disputas sobre as rotas marítimas no mar do Sul da China, observa a Bloomberg.

É provável que, assim, Washington e Canberra tentem neutralizar a crescente influência do gigante asiático no Pacífico, supõe a edição. Nesta região — onde Canberra teve uma influência inigualável por décadas — a China começou a emitir cada vez mais empréstimos e empreendeu projetos de infraestrutura em vários países, observa a mídia.

Base naval estratégica

A base militar de Lombrum foi construída durante a Segunda Guerra Mundial como uma base naval dos EUA, desempenhando um papel fundamental na estratégia de Washington no Pacífico, recorda a Reuters. Depois de os EUA terem abandonado a infraestrutura em 1946, ela passou para a Austrália e em 1974 para a Papua Nova Guiné.

Em meio a especulações sobre a intenção de Pequim de construir sua própria base em Manus Island, em 1º de novembro o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, declarou que seu país cooperaria com a Papua Nova Guiné na reconstrução de Lombrum.

Ademais, segundo opinam vários analistas citados pela Reuters, a presença chinesa nessa região poderia afetar a capacidade do Ocidente de navegar pelo Pacífico e oferecer um acesso próximo à base dos EUA em Guam.

Acordo controverso

O plano de reconstrução conjunta da base Lombrum não está isenta de controvérsia, no sentido de que nenhuma das partes procurou o apoio dos moradores locais, como foi observado pelo governador da ilha de Manus, Charlie Benjamin.

O projeto também foi criticado por Ronnie Knight, um ex-deputado da ilha. "Não houve discussão com nenhum dos moradores", disse ele à ABC News, acrescentando que faltam detalhes do acordo. Segundo ele, "há muitas perguntas por responder" sobre como a base será operada entre as partes.

"Em primeiro lugar, será uma base da Papua Nova Guiné administrada pelos australianos ou junto com os australianos? Se for assim, está bem", afirmou o político. "Se for uma base australiana administrada por si própria, então estamos hospedando uma base estrangeira em nosso solo e precisamos saber os detalhes que a acompanham."

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