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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

EUA impõem novas sanções à Venezuela e indicam que Cuba e Nicarágua são as próximas

Os Estados Unidos estão aplicando sanções duradouras à Venezuela em sua tentativa de reafirmar o domínio hemisférico, algo que o assessor de segurança nacional John Bolton apelidou de "Troika da tirania", em um retrocesso ao "Eixo do Mal" de George W. Bush.


Sputnik

O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou sanções ainda mais severas contra a Venezuela, visando ostensivamente o setor de ouro do país, mas na verdade perseguindo qualquer um e todos considerados "envolvidos direta ou indiretamente" em "práticas enganosas ou corrupção" relacionadas ao governo venezuelano pela Secretaria de Estado. Sem definir nenhum desses termos, o governo escreveu um cheque em branco para travar uma guerra econômica contra a nação que já sofre.


John Bolton, ex-embaixador dos EUA na ONU, chega a um encontro com Donald Trump em 2 de dezembro de 2016 em Nova York
John Bolton © AP Photo / Evan Vucci

Bolton deu a notícia na Torre da Liberdade de Miami, que já foi o primeiro porto de escala dos refugiados cubanos que fugiam do governo de Fidel Castro. O assessor de Trump sugeriu planos de sanções contra Cuba e Nicarágua, colocando as três nações socialistas em seu canto geopolítico.

"Esse triângulo de terror que se estende de Havana a Caracas e Manágua é a causa do imenso sofrimento humano, o ímpeto de uma enorme instabilidade regional e a gênese de um sórdido berço do comunismo no hemisfério ocidental", disse Bolton.

A Venezuela não representa uma ameaça real para os EUA, porém a administração de Trump afirma que os líderes em El Salvador, Guatemala e Honduras culpam o governo de Nicolás Maduro por organizar e financiar as caravanas de migrantes que atualmente se aproximam da fronteira com os EUA. Enquanto isso, a república socialista está assentada nas maiores reservas de petróleo do hemisfério ocidental, enviando os EUA para um paroxismo de raiva, ao mesmo tempo em que compra o petróleo da Venezuela em quantidades recordes.

Trump também impôs sanções a mais de 24 operações pertencentes ou controladas pelos militares e serviços de inteligência cubanos, alegando retaliação pelos esforços cubanos para ajudar o governo de Maduro.

O governo usou a agitação política decorrente das mudanças do presidente Daniel Ortega no programa de seguridade social como uma desculpa para zerar a Nicarágua, alegando que os EUA querem "eleições livres e justas" no país e mais uma vez mostrando absolutamente nenhum senso de ironia — particularmente porque foi esse mesmo presidente Ortega cujo regime lutou contra os guerrilheiros Contra, apoiados pelos EUA durante os anos 80.

O Departamento do Tesouro dos EUA alega que as minas de ouro da Venezuela são dirigidas por gangues criminosas de maneira "ambientalmente desastrosa". Enquanto isso, Bolton elogiou a eleição no Brasil de Jair Bolsonaro, que prometeu acabar com os esforços de conservação ambiental e abrir a floresta amazônica aos madeireiros. A administração Trump tem presidido a sua própria reversão maciça de regulamentações ambientais e reduziu o orçamento de agências encarregadas de proteger o ar e a água do país.

Os EUA inflacionaram as alegações de violência de todos os três regimes "Troika" enquanto financiavam grupos antigovernamentais nos três países através de grupos de frente como a USAID e o National Endowment for Democracy. Em agosto, Maduro foi atacado por um drone carregado de explosivos em uma aparente tentativa de assassinato durante uma parada militar. Ele culpou o ataque a elementos de direita respaldados pelos EUA e pela Colômbia.

George W. Bush introduziu o "Eixo do Mal" em um discurso escrito por David Frum logo após o início da Guerra ao Terror, que ainda continua, 17 anos e trilhões de dólares depois. Naquela época, os vilões eram o Iraque, o Irã e a Coréia do Norte. O gabinete de Bush esperava derrubar o Irã depois de terminar com o Iraque, mas acabou gastando bilhões de dólares e a maior parte de uma década lidando com uma insurgência do povo iraquiano, que não recebeu os invasores americanos como libertadores.

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