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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

EUA usaram Tratado INF para obter dados secretos da Rússia, revela vice-ministro

As acusações dos Estados Unidos de que a Rússia havia violado o Tratado INF eram, na verdade, uma tentativa dos EUA de obter dados confidenciais sobre projetos de mísseis desenvolvidos pela Rússia, disse o vice-ministro de Relações Exteriores do país.


Sputnik

Em vista dessas acusações, Moscou "recebeu várias listas de perguntas" dos EUA, segundo Sergei Ryabkov.


Sergei Ryabkov
Sergei Ryabkov © Sputnik / Valery Melnikov

"O assunto das muitas perguntas dos americanos excedeu em muito as obrigações da Rússia como parte do tratado, e foi corretamente percebido por nós como uma tentativa de 'escanear' nossos mais novos desenvolvimentos de mísseis", declarou em Moscou.

Os americanos até pressionaram a Rússia a revelar as datas em que testes de uma certa classe de mísseis foram realizados, "de modo que o lado norte-americano possa apontar os questionáveis lançamentos", acrescentou.

"Em outras palavras, durante muito tempo nos pediram para 'resolver o quebra-cabeça' de vários elementos espalhados e, em seguida, nomear o míssil, que os EUA acreditavam não estar em conformidade com o Tratado INF", continuou.

O vice-ministro de Relações Exteriores disse que tal abordagem era sobre fazer a Rússia "confessar a violação, que não cometeu". Moscou não teve outra escolha senão "rejeitar uma tentativa tão intrusiva".

Ao mesmo tempo, os americanos "não apresentaram nenhuma evidência real confirmando nossas violações do Tratado INF", apontou Ryabkov.

A Rússia não tem munições que violem o Tratado INF, confirmou a autoridade russa. O míssil 9M729, que foi objeto de preocupação de Washington, não foi desenvolvido ou testado para alcançar as distâncias proibidas pelo acordo, complementou.

Apesar de os EUA estarem claramente fora de sintonia, Moscou ainda "mostrou alguma transparência no espírito de boa vontade", mas isso não mudou a postura dos americanos de forma alguma, disse o diplomata russo.

"Eles decidiram tudo para si há muito tempo, a única coisa que eles queriam da Rússia é uma confissão de culpa", acrescentou.

No final de outubro, o presidente Donald Trump advertiu que Washington estava considerando a retirada unilateral do Tratado INF porque "a Rússia não aderiu ao acordo", seja na forma ou no espírito. No entanto, o anúncio ainda não foi seguido por nenhuma medida concreta. O líder norte-americano também prometeu que o país continuaria impulsionando seu arsenal nuclear até que a Rússia e a China "voltassem à realidade".

Ryabkov advertiu que, com o curso de ação escolhido pela administração dos EUA, "não podemos excluir o colapso de todo o sistema de controle de armas, que levou décadas para ser construído".

No entanto, o vice de Relações Exteriores afirmou que a doutrina nuclear da Rússia permanece inalterada e é de natureza puramente defensiva. Existem apenas 2 "cenários hipotéticos" em que armas nucleares poderiam ser usadas pela Rússia, explicou.

"O primeiro é o uso de armas nucleares ou outros tipos de armas de destruição em massa contra a Rússia. O segundo é um [ato de] agressão contra a Rússia com o uso de armas convencionais em tal escala que a própria existência do nosso Estado está ameaçada", pontuou.

A situação em torno do Tratado INF será discutida pelo presidente russo, Vladimir Putin e Donald Trump, quando se encontrarem à margem da próxima cúpula do G-20 na Argentina, disse Ryabkov.

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