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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Ex-chanceler alemão acusa enviado de Trump de tratar Berlim como 'nação ocupada'

O ex-chanceler da Alemanha, Gerhard Schroeder, não mediu suas palavras para falar sobre o atual embaixador dos Estados Unidos em seu país, Richard Grenell, dizendo que o tratamento dado pelo enviado americano ao país anfitrião era insultante.


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Falando com a Agência Reuters sobre Grenell, o veterano político alemão disse que as ações do embaixador sugerem que ele acredita que a Alemanha será ocupada pelos Estados Unidos.


Gerhard Schroeder, ex-chanceler da Alemanha. Foto de arquivo
Ex-chanceler da Alemanha, Gerhard Schroeder © AP Photo / Markus Schreiber

"Não podemos aceitar ser tratados como um país ocupado. Quando vejo o comportamento do embaixador dos EUA na Alemanha, tenho a impressão de que ele se vê como um oficial de ocupação, em vez de um embaixador em um país soberano", afirmou Schroeder.

Grenell, que foi nomeado para seu trabalho atual em maio, causou grande agitação em Berlim. Alguns parlamentares pediram sua saída, sobre suas simpatias declaradas pelas forças políticas europeias de direita e uma abordagem vigorosa na promoção dos interesses das empresas americanas em meio a uma guerra comercial iminente com a União Europeia (UE).

Na entrevista, Schroeder pediu laços mais estreitos entre a Alemanha e a China, dizendo que isso ajudaria tanto a lutar contra as políticas nacionalistas do presidente estadunidense Donald Trump. Ele advertiu contra a demonização de Pequim e argumentou que os investidores chineses eram preferíveis para os europeus aos "gafanhotos" americanos — um termo usado por seu colega de partido Franz Muentefering para descrever empresas financeiras dos EUA.

"Os países que são afetados por conflitos provenientes dos Estados Unidos terão que se aproximar. Não podemos nos tornar parte de uma guerra comercial americana com a China", avaliou.

Schroeder, de 74 anos, defende há muito tempo o estabelecimento de laços mais estreitos com a Rússia e com a China. Enquanto estava no cargo, ele trabalhou para promover um projeto de gasoduto que fornecia gás russo para a Europa e, depois de se aposentar, tornou-se executivo sênior da Nord Stream AG, a empresa que gerencia o gasoduto agora.

Grenell foi rápido em atacar Schroeder, bem como atacar a Agência Reuters por espalhar o que ele supôs ser "a mensagem de Putin".

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