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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Guterres defende que que armas autônomas sejam banidas pela lei internacional

Chefe da ONU participou na abertura da Web Summit; cimeira tecnológica reúne mais de 70 mil participantes de 170 países em Lisboa; secretário-geral disse que novas tecnologias criam benefícios enormes para as pessoas e para o planeta.


ONU News

O secretário-geral da ONU defendeu esta segunda-feira que o uso de armas autônomas, que escolhem e executam os seus alvos com recurso a inteligência artificial, deve ser banido pela lei internacional.


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Antonio Guterres na Web Summit | Reprodução

António Guterres fez o apelo durante o seu discursou na abertura da Web Summit, uma cimeira tecnológica que reúne mais de 70 mil participantes de 170 países em Lisboa, Portugal, até quinta-feira.

Perigo

Segundo o chefe da ONU, “a existência e o uso de armas autônomas, com a discrição e a capacidade de tirar vidas humanas, é politicamente inaceitável, moralmente repugnante e deveria ser banido pela lei internacional.”

Guterres acredita que a existência destas armas “vai criar enormes dificuldades para evitar a escalada de conflitos e garantir que as leis internacionais humanitária e de direitos humanos sejam respeitadas”.

O secretário-geral reconheceu, no entanto, que a lei internacional tem limites na regulação destes assuntos, devido a rápida velocidade a que as inovações surgem e o ritmo lento das negociações internacionais.

Nesse contexto, Guterres quer que a ONU “seja uma plataforma onde governos, a academia, cientistas, empresas e sociedade civil podem se unir e encontrar formas de discutir e chegar a acordo em protocolos, códigos de conduta e outros mecanismos que permitam que o ciberespaço, as tecnologias digitais, a web e a inteligência artificial sejam, essencialmente, uma força para o bem.”

Oportunidades

No início do seu discurso, o chefe da ONU lembrou a sua formação em engenharia, dizendo que estava muito entusiasmado para falar sobre tecnologias de ponta.

Guterres explicou que, como secretário-geral, a sua preocupação é garantir que “a ONU é capaz de apoiar as tecnologias de ponta para maximizar o seu impacto positivo nas pessoas, no planeta e, ao mesmo tempo, minimizar os riscos do seu uso incorreto.”

Para o líder da organização, o mais fascinante sobre estas tecnologias é a velocidade a que acontecem. Segundo ele, 90% dos dados que existem hoje no mundo foram criados nos últimos dois anos. Armazenar um megabyte de informação nos anos 60 custava US$1 milhão e hoje custa menos de dois cêntimos.

Guterres acredita que a tecnologia “cria benefícios enormes para as pessoas e para o planeta, ajudando a combater doenças, fome e aumentando o desenvolvimento econômico em todo o mundo.”

Desafios

O secretário-geral destacou depois três desafios. O primeiro é o impacto social da quarta revolução industrial, que vai criar muitos empregos, mas também provocar o desaparecimento de outros. Guterres avisou que “isso vai prejudicar a coesão social das sociedades” e que “o mundo não está preparado para isso”.

Para ele, é preciso “um investimento massivo em educação, mas uma educação diferente” porque “o que interessa não é aprender coisas, mas sim aprender como aprender coisas.”

Guterres explicou que muitas pessoas ficarão para trás. Segundo ele, isso vai “forçar uma nova geração de rede de segurança social para permitir a sobrevivência das pessoas e um novo significado para as suas vidas.”

Riscos

O chefe da ONU disse depois que a internet liga hoje metade da população mundial, dando voz a muitas pessoas marginalizadas pela história, mas que “também transporta discurso de ódio, é usada para violar a privacidade das pessoas e, em algumas situações, governos e instituições usam-na para oprimir, censurar e controlar.”

Guterres afirmou que a internet não criou o populismo, o tribalismo e a polarização das sociedades, mas que amplifica esses problemas. Segundo ele, “é preciso mobilizar governos, sociedade civil, academia e cientistas para evitar a manipulação digital de eleições, por exemplo, e criar filtros que bloqueiam o movimento de discurso de ódio.”

Guterres terminou o discurso destacando a questão do controle humano e fazendo o apelo sobre a proibição das armas autônomas.

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