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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Guterres diz que missão da ONU na República Centro-Africana está comprometida com proteção de civis

Na quinta-feira (15), um ataque contra um acampamento para pessoas deslocadas internamente deixou ao menos 37 mortos. Em outro ataque na sexta-feira (16), contra uma base da missão de paz da ONU no país, um capacete-azul foi morto.


ONU

Em meio a um recente agravamento da violência na República Centro-Africana (RCA), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse no sábado (17) que se solidariza com o país devastado pela crise, alertando que ataques contra civis e capacetes-azuis da ONU podem representar crimes de guerra.


Forças de paz da missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em patrulha na capital do país, Bangui. Foto: ONU/MINUSCA
Forças de paz da missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em patrulha na capital do país, Bangui. Foto: ONU/MINUSCA

“O secretário-geral está muito preocupado com o aumento da violência nos últimos dias na República Centro-Africana”, segundo comunicado emitido pelo porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.

Os comentários de Guterres foram feitos após um ataque na quinta-feira (15) em um acampamento para pessoas deslocadas internamente montado na cidade de Alindao, a cerca de 300 quilômetros da capital, Bangui. Ao menos 37 pessoas foram assassinadas. O ataque foi atribuído ao grupo armado UPC (União pela Paz na República Centro-Africana).

Em outro ataque na sexta-feira (16), contra uma base da missão de paz da ONU no país, conhecida como MINUSCA, na cidade de Gbambia, um membro das forças de paz tanzaniano foi morto. Suspeita-se que o ataque foi realizado pelo grupo armado Siriri, segundo comunicado.

Membros das forças de paz da ONU protegiam civis que buscavam refúgio no acampamento conforme o vilarejo de Gbambia era atacado. O capacete-azul tanzaniano foi ferido no ataque e morreu posteriormente por conta dos ferimentos.

“O secretário-geral expressa suas mais profundas condolências às famílias de todas as vítimas, assim como ao governo da República Unida da Tanzânia. Ele se solidariza com o governo e o povo da República Centro-Africana”, segundo comunicado.

O chefe da ONU destacou que ataques contra membros das forças de paz da ONU, assim como contra civis, podem constituir crimes de guerra. Ele pediu para autoridades da República Centro-Africana investigarem os ataques e levarem os responsáveis à Justiça.

“O secretário-geral reitera a determinação da MINUSCA de proteger civis e contribuir para a estabilização da República Centro-Africana”, concluiu em comunicado.

O país luta contra a violência desde que confrontos entre a milícia anti-Balaka, de maioria cristã, e a coalizão rebelde Séléka, de maioria muçulmana, eclodiram em 2012. Embora um acordo de paz tenha sido firmado em janeiro de 2013, rebeldes tomaram Bangui em março daquele ano, forçando o presidente François Bozizé a fugir.

Preocupada com crises de segurança, humanitárias, políticas e de direitos humanos dentro do país e suas implicações para a região, a MINUSCA começou a operar em 2014 sob o Capítulo VII da Carta da ONU.

Tendo a proteção de civis como sua maior prioridade, o Capítulo VII prevê o uso de força — o que significa que, com autoridade do Conselho de Segurança, membros das forças de paz podem responder a atos de agressão de forma semelhante.

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