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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Guterres diz que missão da ONU na República Centro-Africana está comprometida com proteção de civis

Na quinta-feira (15), um ataque contra um acampamento para pessoas deslocadas internamente deixou ao menos 37 mortos. Em outro ataque na sexta-feira (16), contra uma base da missão de paz da ONU no país, um capacete-azul foi morto.


ONU

Em meio a um recente agravamento da violência na República Centro-Africana (RCA), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse no sábado (17) que se solidariza com o país devastado pela crise, alertando que ataques contra civis e capacetes-azuis da ONU podem representar crimes de guerra.


Forças de paz da missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em patrulha na capital do país, Bangui. Foto: ONU/MINUSCA
Forças de paz da missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em patrulha na capital do país, Bangui. Foto: ONU/MINUSCA

“O secretário-geral está muito preocupado com o aumento da violência nos últimos dias na República Centro-Africana”, segundo comunicado emitido pelo porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.

Os comentários de Guterres foram feitos após um ataque na quinta-feira (15) em um acampamento para pessoas deslocadas internamente montado na cidade de Alindao, a cerca de 300 quilômetros da capital, Bangui. Ao menos 37 pessoas foram assassinadas. O ataque foi atribuído ao grupo armado UPC (União pela Paz na República Centro-Africana).

Em outro ataque na sexta-feira (16), contra uma base da missão de paz da ONU no país, conhecida como MINUSCA, na cidade de Gbambia, um membro das forças de paz tanzaniano foi morto. Suspeita-se que o ataque foi realizado pelo grupo armado Siriri, segundo comunicado.

Membros das forças de paz da ONU protegiam civis que buscavam refúgio no acampamento conforme o vilarejo de Gbambia era atacado. O capacete-azul tanzaniano foi ferido no ataque e morreu posteriormente por conta dos ferimentos.

“O secretário-geral expressa suas mais profundas condolências às famílias de todas as vítimas, assim como ao governo da República Unida da Tanzânia. Ele se solidariza com o governo e o povo da República Centro-Africana”, segundo comunicado.

O chefe da ONU destacou que ataques contra membros das forças de paz da ONU, assim como contra civis, podem constituir crimes de guerra. Ele pediu para autoridades da República Centro-Africana investigarem os ataques e levarem os responsáveis à Justiça.

“O secretário-geral reitera a determinação da MINUSCA de proteger civis e contribuir para a estabilização da República Centro-Africana”, concluiu em comunicado.

O país luta contra a violência desde que confrontos entre a milícia anti-Balaka, de maioria cristã, e a coalizão rebelde Séléka, de maioria muçulmana, eclodiram em 2012. Embora um acordo de paz tenha sido firmado em janeiro de 2013, rebeldes tomaram Bangui em março daquele ano, forçando o presidente François Bozizé a fugir.

Preocupada com crises de segurança, humanitárias, políticas e de direitos humanos dentro do país e suas implicações para a região, a MINUSCA começou a operar em 2014 sob o Capítulo VII da Carta da ONU.

Tendo a proteção de civis como sua maior prioridade, o Capítulo VII prevê o uso de força — o que significa que, com autoridade do Conselho de Segurança, membros das forças de paz podem responder a atos de agressão de forma semelhante.

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