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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Irã responde às sanções dos EUA com venda de petróleo na bolsa de valores

Às vésperas de sofrer a segunda rodada de sanções impostas pelos EUA, o Irã iniciou negociações de contratos futuros de petróleo, oferecendo 1 milhão de barris de petróleo leve aos compradores no primeiro dia.


Sputnik

A demanda foi de 350 mil barris, mas a bolsa indica que foram vendidos 280 mil barris, sendo 20% das transações realizadas em rials iranianos e 80% em moeda estrangeira. O preço médio da transação foi de US$ 74,85 (R$ 281,3) por barril. A data das entregas não foi especificada. As vantagens da bolsa de valores em termos de sanções são que os compradores finais podem comprar o petróleo através de corretores intermediários e não diretamente da Companhia Nacional Iraniana de Petróleo.


Refinaria de petróleo ao sul de Teerã, capital do Irã
Refinaria de petróleo no Irã © AP Photo / Vahid Salemi

Manouchehr Takin, especialista no setor de petróleo e gás, explicou à Sputnik Persa o quanto esse mecanismo de compra de petróleo do Irã pode funcionar a despeito das recentes sanções dos EUA.

Takin observa que os compradores de petróleo iraniano na bolsa de valores podem enfrentar várias dificuldades e, em última análise, podem ficar sujeitos a sanções norte-americanas, já que todas as cargas e navios no golfo Pérsico são rastreados.

"O transporte de petróleo é controlado a partir de satélite para que, em caso de surgirem circunstâncias imprevistas, seja possível rastear a posição do navio. Nos petroleiros também estão instalados instrumentos e dispositivos de navegação que ajudam a determinar a localização da embarcação. Assim, as autoridades dos EUA, buscando cortar as exportações de petróleo do Irã, estão rastreando o local da chegada dos petroleiros que partem de Khark. Surge uma pergunta: como os vendedores venderão o petróleo?", disse Takin.

Segundo ele, se o petroleiro chegar à Índia, Malásia ou outro país e começar a descarregar o petróleo, os EUA pressionarão esses países para que não comprem petróleo iraniano, caso contrário, serão sujeitos a sanções dos EUA.

"A China é um dos importadores do petróleo iraniano. Ela está pronta para comprar petróleo do Irã e não tem medo das sanções e ameaças dos EUA. No entanto, existe um problema, e esse problema – o perigo das sanções norte-americanas – afetará não apenas a Companhia Nacional Iraniana de Petróleo, mas também os compradores de petróleo iraniano", explica o analista.

Para ele, outro problema para os compradores de petróleo do Irã na bolsa de valores será a questão das transações, dadas as sanções dos EUA contra o setor bancário iraniano.

"Além disso, há o problema dos pagamentos […] A questão é como os compradores dos 280 mil barris de petróleo iraniano irão exportá-lo e como as transferências [de dinheiro] serão realizadas", concluiu.

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