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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Kim Jong-un está disposto a permitir inspeções de centro nuclear de Yongbyon

O líder norte-coreano Kim Jong-un expressou a sua disposição de permitir a inspeção de seu centro nuclear de Yongbyon, principal complexo nuclear do país, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando uma fonte diplomática.


Sputnik

"Entendo que o líder [norte-coreano] Kim disse ao presidente [da Coreia do Sul] Moon durante a cúpula de setembro que, se os EUA tomassem as medidas correspondentes, ele estaria disposto não apenas a fechar as instalações nucleares de Yongbyon, mas também permitiria sua verificação", contou à Yonhap uma fonte próxima às negociações entre os EUA e a Coreia do Norte.


Presidente norte-coreano, Kim Jong-un, durante a assinatura de acordo conjunto com a Coreia do Sul, em Pyongyang (Coreia do Norte)
Kim Jong-un © AP Photo / Pyongyang Press Corps Pool

A fonte acrescentou que o presidente sul-coreano Moon Jae-in trasnmitiu essa mensagem ao presidente norte-americano Donald Trump quando os dois se reuniram em Nova York em setembro.

A última vez que a Coreia do Norte permitiu aos especialistas nucleares internacionais inspecionarem Yongbyon foi em 2009.

"A disposição de Kim de permitir a verificação indica a sua intenção de abandonar todas as armas e instalações nucleares, o que poderá melhorar as perspectivas para as negociações nucleares", disse Shin Beom-chul, analista sul-coreano de segurança nacional.

No caso de ser verdadeira, a proposta de Kim pode constituir um passo significativo frente às demandas dos EUA sobre a desnuclearização completa e verificável.

Em junho de 2018, Donald Trump e Kim Jong-un realizaram o seu primeiro encontro oficial em Singapura e assinaram um acordo expressando o compromisso conjunto de trabalharem para a desnuclearização da península coreana. Pyongyang desistiu dos testes de mísseis e testes nucleares, entregou aos EUA três cidadãos estadunidenses detidos, assim como devolveu os restos mortais de soldados americanos que morreram no decorrer da Guerra da Coreia.

Porém, desde então não houve outros passos concretos: Pyongyang espera que Washington cumpra os acordos alcançados, enquanto a administração dos EUA está insatisfeita por a Coreia do Norte não envidar mais esforços rumo à desnuclearização.

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