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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Kremlin sobre situação no estreito de Kerch: Rússia agiu conforme direito internacional

Ao comentar a situação que recentemente aconteceu no estreito de Kerch, quando navios ucranianos violaram a fronteira russa, o Kremlin afirmou que todas as ações da Guarda Costeira da Rússia foram realizadas em conformidade com o direito internacional e não podem ser consideradas duras.


Sputnik

"Sabe-se que a parte russa agiu em estreita conformidade com a legislação, tanto com o direito internacional, como com a legislação interna. Trata-se de uma invasão de navios militares estrangeiros em águas territoriais da Federação da Rússia", declarou o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov.


Vista do estreito de Kerch desde um avião
Estreito de Kerch © Sputnik / Vitaliy Belousov

De acordo com o político russo, "o problema é que essas embarcações militares estrangeiras entraram nas águas territoriais da Rússia sem responder a quaisquer exigências de nossos agentes da guarda fronteiriça e sem reagir à proposta oferecida de usar os serviços de guias náuticos [russos] etc. Portanto, todas as ações [russas] foram tomadas em conformidade direita com a legislação".

Em particular, o porta-voz do presidente russo destacou que os agentes da guarda fronteiriça russos agiram de acordo com o plano de ação, previsto em casos quando é necessário proteger a fronteira nacional. Assim, em suas palavras, todas as medidas tomadas por eles não devem ser consideras duras, mas "ações, necessárias para pôr fim [à violação] da fronteira nacional da Federação da Rússia".

Além do mais, Peskov afirmou que os agentes de segurança têm cenário certo previsto para casos semelhantes.

Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, caracterizou a situação como "provocação" e afirmou que foi cometida por ordem das autoridades da Ucrânia.

De acordo com o ministro russo, não há dúvida nenhuma de que os navios ucranianos invadiram território russo por "vontade" ou até mesmo por "ordem direita das autoridades da Ucrânia".

Na opinião do chanceler russo, muito provavelmente as autoridades da Ucrânia já sabiam com antecedência quais "vantagens queriam tirar dessa situação, contando principalmente com os EUA e a Europa que ficarão do lado do provocador".

Na noite do domingo (25), o Serviço Federal de Segurança russo comunicou que três navios ucranianos, Berdyansk, Yany Kapu e Nikopol, que tinham entrado na área depois de um incidente com um rebocador ocorrido antes, acabaram detidos por ignorar as advertências russas. Durante a detenção, foram usadas armas, o que resultou em ferimentos graves de três militares ucranianos. Estes, por sua vez, logo receberam assistência médica e não correm risco de vida.

A Rússia iniciou um processo penal por violação da fronteira marítima, enquanto o estreito de Kerch foi fechado temporariamente para navios civis como medida de segurança.

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