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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Lei Marcial na Ucrânia não afetará Donbass, diz Poroshenko

O presidente ucraniano Pyotr Poroshenko disse no domingo (25) que a Lei Marcial no país não afetará a situação na região de Donbass e não aponta para uma ofensiva por parte de Kiev.


Sputnik

Mais cedo no domingo (25), durante uma reunião do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, Poroshenko apoiou a proposta de imposição de uma Lei Marcial. Logo após, o Conselho aprovou a Lei Marcial no país por 60 dias, porém, a decisão ainda precisa ser ratificada pelo parlamento ucraniano.


Pyotr Poroshenko, presidente da Ucrânia (foto de arquivo)
Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko © Foto : Serviço de imprensa do presidente da Ucrânia

"A introdução da Lei Marcial não significa de forma alguma que a Ucrânia conduzirá quaisquer ações ofensivas. A Ucrânia conduzirá ações exclusivamente para defender seu território, proteger e garantir a segurança de seus cidadãos. Isso também não significa uma mudança na posição nas linhas de contato em certas áreas das regiões de Donetsk e Lugansk e outras áreas", disse o presidente ucraniano em um discurso transmitido pelos canais locais.

Poroshenko também afirmou que a introdução da Lei Marcial não implica na restrição de direitos e liberdades dos cidadãos.

De acordo com o presidente, a possível introdução da Lei Marcial no país também não significa que Kiev rejeita os acordos de Minsk, acrescentando que o país tem intenção de cumprir todas as suas obrigações internacionais.

O conflito em Donbass explodiu em 2014, quando autoridades ucranianas lançaram uma operação militar contra as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, que se recusaram a reconhecer o novo governo em Kiev, considerado golpista pelas duas repúblicas.

Em fevereiro de 2015 as partes assinaram acordos de paz para acabar com as hostilidades na região, mas a situação continuou tensa e com acusações mútuas de violações do acordo de cessar-fogo.

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