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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Macron sobre relações com EUA: 'Ser aliado não significa ser vassalo'

Os EUA e a França são aliados históricos, mas ser aliado não significa ser vassalo, declarou o presidente francês Emmanuel Macron.


Sputnik

"Os EUA são nosso aliado histórico e eles permanecem como tal. É um aliado com o qual nós assumimos todos os riscos, com o qual realizamos as operações mais complicadas. Mas ser aliado não significa ser vassalo", disse Macron em entrevista ao canal TF1, comentando a ideia de criar um exército europeu.


O presidente francês Emmanuel Macron está na escadaria do Palácio do Eliseu, em Paris, França (foto de arquivo).
Emmanuel Macron © REUTERS / Christian Hartmann/File Photo

"Os EUA são nosso aliado na OTAN. Mas será que eu, como presidente da república, posso dizer aos nossos cidadãos: eu quero entregar toda a nossa segurança nas mãos dos EUA? Não, porque eu creio na nossa soberania e na soberania da Europa. Isso significa que a minha responsabilidade consiste em defender vocês, para que o nosso exército defenda nossos cidadãos", comentou ele.

Segundo Macron, é necessário ser independente, inclusive na esfera da segurança cibernética, na luta contra ataques cibernéticos em todas as áreas militares — na terra, no mar, no ar e no espaço. Para isso, a França deve ser autônoma, inclusive dos EUA. Em algumas esferas a França é demasiado dependente, o que não é bom, ressaltou o presidente francês.

Anteriormente, Macron disse em entrevista que a Europa deveria criar um "verdadeiro exército europeu" para proteger a região. O mandatário francês afirmou que a medida pode ser útil para proteger a Europa "da China, Rússia e até dos Estados Unidos da América", já que Trump decidiu sair do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).

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