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Área militar do governo brasileiro demonstra desconforto com suspensão de investigação do caso Queiroz

Integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Por Gerson Camarotti | G1

A avaliação de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro é que essa decisão tomada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), só faz prolongar o desgaste provocado pelo caso.

O ministro Luiz Fux atendeu pedido do deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem Queiroz foi assessor. O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento.

Para esses auxiliares, foi uma surpresa a solicitação feita por Flávio Bolsonaro para suspender as investigações.

“Ainda não há uma explicação convincente. Enquanto isso não acontecer, o desgaste desse caso vai continuar. Já está demorando demais”, comentou ao blog um auxilia…

Mais de 200 valas comuns com milhares de corpos descobertas no Iraque

Mais de 200 valas comuns com cerca de 12 000 corpos foram descobertas em diversas províncias iraquianas, onde terão sido realizadas pelo grupo Estado Islâmico entre 2014 e 2017, anunciou a ONU, que estima que existam "muitas mais".


Lusa

A missão das Nações Unidas de assistência ao Iraque e o gabinete dos direitos Humanos da ONU apelam às autoridades iraquianas que preservem as mais de 200 valas comuns descobertas nas províncias de Ninive, Kirkuk e Salaheddine (norte), bem como em al-Anbar (oeste), com cerca de 12 mil corpos, para que seja possível extrair provas dos crimes dos extremistas islâmicos e dar respostas às famílias dos desaparecidos.


No Iraque têm sido encontradas várias valas comuns, como esta em Sulaiman Pek, em 2014 © REUTERS/Ahmed Jadallah

Até agora apenas foram investigadas 28 e exumados 1.258 corpos pelas autoridades iraquianas, segundo a ONU.

A organização admite que algumas escondam vários milhares de cadáveres, como é provavelmente o caso de uma cavidade natural a sul de Mossul, o antigo bastião do Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, onde os habitantes contam que os jihadistas executavam diariamente dezenas de iraquianos, nomeadamente membros das forças de segurança.

Mais de um ano após o anúncio por Bagdad da sua vitória sobre o EI, "as provas reunidas nestes locais serão centrais", defende o relatório, que pede às autoridades que preservem as valas e realizem exumações seguindo as regras.

Só assim será possível "garantir investigações credíveis, processos e condenações conformes com os padrões internacionais", afirmam os autores do relatório da ONU.

Segundo o documento, os extremistas perpetraram durante três anos "violações sistemáticas dos direitos humanos e do direito humanitário, atos que podem constituir crimes de guerra, crimes contra a humanidade e um possível genocídio".

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que embora os "crimes horríveis do EI no Iraque já não façam manchetes nos jornais, o trauma das famílias das vítimas continua e o destino de milhares de mulheres, homens e crianças ainda é desconhecido".

"Determinar as circunstâncias destas muitas mortes será uma etapa importante no processo de luto das famílias e no percurso para garantir o seu direito à verdade e à justiça", disse por seu lado o relator especial da ONU no Iraque, Jan Kubis.

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