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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Marinha do Brasil desprioriza submarino nuclear para investir nos meios de superfície

A chamada Alta Administração Naval (Almirantado+Comandante da Marinha) está examinando uma série de providências destinadas a mudar o foco dos principais investimentos da Força, trocando o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) “a qualquer custo” pela recuperação dos meios de superfície da Esquadra.


Por Roberto Lopes | Poder Naval

O Almirantado já definiu a necessidade mínima de 12 escoltas modernos, para que a Força de Superfície seja capaz de cumprir, de forma eficaz, as tarefas a ela atribuídas.


SN-BR Álvaro Alberto - Pintura de Carlos Kirovsky
Submarino nuclear (SN-BR) Álvaro Alberto – Pintura de Carlos Kirovsky

O prazo de obtenção desses navios, por encomenda ou compras de oportunidade, é a próxima década.

A maior parte dos oficiais envolvidos no reaparelhamento da Esquadra defende que essa conta de 12 unidades represente apenas o somatório das 4 unidades Classe Tamandaré com 8 navios novos – o que exclui do cálculo as fragatas Niterói e Greenhalgh, além das corvetas Inhaúma.

Mas ninguém sabe se o atendimento a esses critérios irá se revelar viável.

O conjunto de medidas que visa acabar com o estrangulamento financeiro da Esquadra por causa do PROSUB não se resume a um mero redirecionamento de gastos.

IKL-209 

Ele inclui, por exemplo, a redefinição do perfil operacional da Itaguaí Construções Navais (ICN) – joint venture do Naval Group francês com a empreiteira brasileira Odebrecht – que, além de construir os submarinos Classe Scorpène e o casco do Álvaro Alberto, primeiro submarino de propulsão nuclear, passaria a trabalhar também em reparos navais, utilizando a área e os equipamentos do complexo naval militar de Itaguaí (RJ).

Um dos planos sob avaliação é transferir para o complexo naval militar de Itaguaí – “casa” da ICN – o PMG dos submarinos Classe IKL-209 Tamoio e Tapajó, inicialmente previsto para ser realizado, a partir do ano que vem, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Por esse esquema, para não deixar aos franceses do Naval Group a tarefa de negociar com os seus arquirrivais da ThyssenKrupp Marine Systems (as duas companhias mantém um relacionamento tenso no cenário internacional, desde que o Naval Group derrotou a TKMS na recente concorrência de submarinos da Austrália, e detalhamentos sigilosos de um Scorpène indiano apareceram nas páginas de um jornal australiano), a Marinha do Brasil (MB) planeja ela comprar os sobressalentes necessários à revitalização dos dois IKLs, repassando-os, mais tarde, à ICN.

Para viabilizar a mudança dos PMG haverá a necessidade de uma providência legal: a alteração da finalidade comercial da ICN, que precisará incluir “reparos navais”.

A MB se vê obrigada, desde 2011, a dilatar os prazos de pagamento e, consequentemente, o prazo de entrega dos quatro submarinos da Classe Riachuelo (Scorpène nacionais).

A Força também já simplificou bastante o projeto do complexo naval de Itaguaí, de forma a tornar o empreendimento mais barato.

Hierarquia 

Além da revisão dos propósitos da ICN, estão sendo estudadas algumas movimentações de pessoal que vão implicar em uma diminuição do grau de hierarquia dos responsáveis pelo projeto do submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto – fato que, sem dúvida, sinalizam para a despriorização do navio.

Segundo o Poder Naval pôde apurar, o almirante de esquadra (RM1) Gilberto Max Roffé Hirschfeld, coordenador geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, será em breve substituído por um oficial que ele comandou, durante certo período, no âmbito do projeto do SN-BR: o vice-almirante (EN) Sidney dos Santos Neves.

Atualmente o desenvolvimento do Álvaro Alberto está sob a responsabilidade da Diretoria Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), chefiada pelo almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior – oficial de 4 estrelas que é um dos nomes de maior projeção do Almirantado. Mas, caso não seja escolhido pelo novo presidente da República para suceder o almirante Eduardo Leal Ferreira no Comando da Marinha, Bento, no ano que vem, será removido para o Comando de Operações Navais. Em seu lugar, no DGDNT, ficará o vice-almirante (EN) César Pinto Corrêa.

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