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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.


Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


Fuzileiros navais desembarcam na praia e Itaoca (ES) durante a Operação Atlântico
Operação Atlântico © Sputnik / Victor Labaki

A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi a vez dos fuzileiros desembarcarem com o dia já nascendo e preparar o terreno para o desembarque das 42 viaturas pesadas que estavam por vir.


Caminhão da Marinha do Brasil desembarca na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico
Caminhão da Marinha do Brasil desembarca na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico © SPUTNIK / VICTOR LABAKI

O objetivo do treinamento era treinar o desembarque de tropas em uma área hostil e simular um resgate de civis que em perigo.

"É muito importante a gente ter essa capacidade de projeção anfíbia justamente para, quando necessário, podermos apoiar os nossos nacionais que estejam em situação de perigo, em áreas de conflito, para que realmente consigamos fazê-los retornar a uma situação de segurança", disse o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra e um dos coordenadores da operação.


Blindado Piranha na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico
Blindado Piranha na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico © SPUTNIK / VICTOR LABAKI

Para realizar o treinamento foram utilizados 1700 militares da Força de Fuzileiros da Esquadra, 27 do Exército Brasileiro e 16 da Força Aérea Brasileira. A estrutura para abrigar todo o pessoal foi montada em uma base da própria Marinha localizada na Praia de Itaoca.

O comandante Dirlei Côdo, Chefe de Operações da Força de Fuzileiros da Esquadra, classificou a operação como um sucesso.


Blindado da Marinha desembarca no mar de Itaoca (ES) com ondas de até 1,5 metros durante Operação Atlântico
Blindado da Marinha desembarca no mar de Itaoca (ES) com ondas de até 1,5 metros durante Operação Atlântico © SPUTNIK / VICTOR LABAKI

"Só o fato dos navios já terem chegado com condições adversas e as embarcações terem superado esse clima difícil já é ótimo. Nós estamos com o mar de classificado como três ou quatro, no limite da segurança. Há uma preocupação muito grande nossa com a segurança. Sendo exercício a gente não admite qualquer tipo de acidente. A gente prima que a segurança prevaleça nesse exercício. Então estamos bastante satisfeitos que até o presente momento e não ocorreu nenhum acidente", comentou.

Para a simulação ficar mais parecida possível com a realidade, militares interpretaram civis que buscavam resgate. Inclusive dificultando o trabalho de seus colegas ao não aceitarem certas ordens, atacarem viaturas e até transportarem drogas fictícias.

A Operação Atlântico utilizou 49 viaturas leves, 45 viaturas pesadas, 13 viaturas blindadas (7 CLAnf e 6 Piranha), Navio Doca Multipropósito Bahia, Navio de Desembarque de Carros de Combate Saboia, Fragata Rademaker, Corveta Barroso, Embarcação de Desembarque de Carga Geral Marambaia, Navio de Apoio Oceanográfico Purus, NApOc APA, Navio Patrulha Guaporé.

*A Sputnik Brasil viajou a convite da Marinha do Brasil


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