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Irã desloca sistema russo de defesa S-300 para a costa do golfo Pérsico (VÍDEO)

Uma coluna de caminhões iranianos transportando vários sistemas anti-aéreos russos S-300 Favorit para a costa do golfo Pérsico foi capturada em vídeo por um motorista e postada no YouTube.
Sputnik

O vídeo mostra como caminhões transportam partes dos sistemas antiaéreos e coincide com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã com o envio de um grupo de combate naval dos EUA para a costa iranianas, relata Alarabiya.


Segundo o jornal russo Rossiyiskaya Gazeta, o envio dessas unidades do S-300 para a costa persa responde à crescente presença militar e naval dos Estados Unidos. O artigo também explica que as unidades não viajam sozinhas por via terrestre e fazem isso em caminhões para preservar sua vida útil e garantir a segurança durante a viagem.

Em 13 de maio, o comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadé, assegurou que o país persa estava pronto para atacar os Estados Unidos devido à presença do referido grupo naval na região.

Hajizadé…

Mídia: novíssima arma dos EUA resulta 'inútil' contra mísseis russos

Recentemente, os EUA realizaram com sucesso o primeiro teste de seu interceptor de mísseis balísticos. Mas, apesar disso, no campo da defesa antimíssil, o país está uma década atrasado em relação às Forças Nucleares Estratégicas da Rússia, afirma a mídia russa Politika Segodnya.


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No fim do mês passado, a Agência de Defesa contra Mísseis, que integra o Departamento de Defesa dos EUA, comunicou que o Exército dos EUA testou com sucesso o seu sistema de defesa antimíssil Aegis, tendo interceptado um míssil balístico de médio alcance.


Complexo antiaéreo S-500
S-500 Prometei © Foto : Ministério da Defesa da Rússia

O Pentágono considerou esse teste um momento-chave no desenvolvimento do programa norte-americano de defesa antimíssil.

Em seu artigo para a edição russa, o periodista Yuri Podoyaka comparou esse último avanço dos EUA com o desenvolvimento tecnológico da Rússia nesse setor.

"Sem dúvida, esse é um avanço muito esperado do conceito técnico norte-americano, mas a Rússia está atualmente retirando do serviço militar esse tipo de alvos e passando para uma nova geração de ogivas, contra as quais o novo míssil dos EUA é totalmente incapaz de lutar", comentou.

Ademais, o jornalista assegura que não vale a pena esperar o surgimento de um verdadeiro interceptor de mísseis navais nos EUA.

"Todo o conceito do sistema de defesa antimíssil integrado do Aegis é incapaz de combater contra os novos mísseis russos e, desde o início, esse sistema era um beco sem saída."

Hoje, o novo projétil pode atingir uma altitude de até 500 km e destruir alvos à distância de várias centenas de quilômetros, admite o autor do artigo.

"É uma verdadeira obra-prima da tecnologia, mas absolutamente inútil para lutar contra os mísseis balísticos intercontinentais de seu provável adversário, a Rússia."

De acordo com o jornalista, os militares dos EUA até nem estão tentando atingir esse objetivo porque entendem que hoje ele está além das capacidades de sua nova arma. Para alcançar alvos que voem a velocidades de 6-7 quilômetros por segundo, é necessário ter um sistema de muito maior precisão ou possibilidades muito maiores de corrigir a trajetória da ogiva dos mísseis.

A única possibilidade de abater os novos mísseis russos parece ser interceptá-los na fase inicial da trajetória, diz o jornalista, especialmente se os destróieres Arleigh Burke Flight III tentarem interceptar os mísseis lançados dos submarinos russos.

No entanto, a Rússia desenvolve meios para privar os EUA também dessa possibilidade, posicionado os sistemas de mísseis antiaéreos S-400 Triumph, e no futuro, os S-500 Prometei a bordo dos seus submarinos da classe Borei.

Seu principal objetivo é proteger o território russo de ogivas nucleares dos EUA, escreve o colunista.

"Durante os 20 anos de sua existência, o programa antimíssil estadunidense Aegis continua sendo um entretenimento muito caro e uma forma muito conveniente de os almirantes e corporações obterem renda", apontou o periodista.

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