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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Navio e drones subaquáticos ajudaram a encontrar submarino argentino desaparecido

A empresa de exploração submarina Ocean Infinity foi contratada pela Marinha da Argentina para realizar as buscas do submarino ARA San Juan, que desapareceu em novembro de 2017 com 44 tripulantes. Neste sábado, a Marinha argentina anunciou que o submarino foi encontrado a mais de 800 metros de profundidade, no Oceano Atlântico.


BBC Brasil

Segundo as autoridade, ele pode ter "implodido".

As buscas no fundo do Oceano Atlântico começaram a cerca de 300 milhas náuticas da cidade portuária de Comodoro Rivadavia, no sul da Argentina.

Seabed Constructor, navio usado para encontrar submarino
O navio Seabed Constructor tinha uma tripulação de 60 pessoas, além de oficiais Marinha e parentes de desaparecidos | OCEAN INFINITY

A operação envolveu o navio Seabed Constructor, construído nos estaleiros de Bergen, na Noruega, onde a empresa tem sua base de operações.

O navio tem 115 metros de comprimento e 22 metros de largura. Além de um heliporto, ele possui tecnologia de ponta.

Ele também tem um laboratório com computadores de última geração, braços mecânicos, lanchas rápidas, guindastes de 250 toneladas e uma velocidade de exploração de 1.200 quilômetros, segundo o site da Marinha da Argentina.

No entanto, os equipamentos cruciais usados para encontrar o San Juan foram os veículos submarinos autônomos (AUV, na sigla em inglês), também conhecidos como "drones subaquáticos".

A empresa Ocean Infinity diz que seus "drones" são os mais avançados do mundo, como uma capacidade de operar em uma profundidade de até 6.000 metros.

Como o nome indica, esses veículos são autônomos e não estão ligados ao navio por nenhum cabo, o que permite aos "drones" mergulhar em águas mais profundas e coletar dados de maior qualidade.

Eles podem se mover a uma velocidade de 2 a 6 nós (cerca de 4 a 11 km por hora) e ter reservas de 400 horas de bateria.

A tecnologia dos drones

Entre as tecnologias utilizadas pelos navios e pelos drones estão um scanner sonar de varredura lateral, sondas de ecolocalização multifeixe, câmeras de alta definição e sensores de condutividade, temperatura e profundidade.



AUV, ou veículos submarinos autônomos, da Ocean Infinity
Drones subaquáticos da Ocean Infinity 'são os mais sofisticados do mundo', diz empresa | MARINA DA ARGENTINA

O navio Seabed Constructor tem capacidade para carregar 102 pessoas, mas nessa operação ele tinha apenas 60 tripulantes a bordo, segundo a empresa.

Além dos funcionários, oficiais da Marinha da Argentina também participaram das buscas. Quatro familiares da tripulação do submarino também estavam a bordo.

A operação da Ocean Infinity também teve apoio de várias entidades para determinar a zona de busca do submarino, como a Marinha Argentina e a Marinha Real do Reino Unido.

Cada diária do Seabed Constructor custou 50 mil dólares por dia (R$ 186 mil) ao governo da Argentina. Toda a operação saiu por 7,5 milhões de dólares (cerca de R$ 28 milhões).

Como foi a descoberta do ARA San Juan

Após dois meses de buscas, a Ocean Infinity havia anunciado que abandonaria a expedição nesta semana - ao menos, temporariamente.



Seabed Constructor, navio usado para encontrar submarino
Cada diária do Seabed Constructor custou 50 mil dólares por dia (R$ 186 mil) | MARINA DA ARGENTINA

Porém, na noite de quinta-feira, no mesmo dia em que se completava um ano desde as últimas comunicações com o ARA San Juan, a Ocean Infinity comunicou sobre a descoberta de um novo ponto de interesse - o 24ª desde que a empresa começou a rastrear o fundo o mar em busca do submarino.

O "ponto de interesse" é um local onde se suspeita que possa estar o submarino e que, por isso, deve ser investigado.

Ante este sinal, o navio Seabed Constructor se dirigiu à área onde estava o drone que fez a descoberta. O robô, então, forneceu a "identificação positiva" do submarino.

Andrew D. Bowen, principal engenheiro do centro de estudos oceanográficos Woods Hole Oceanographic Institution, explicou para a BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, por que a busca de um submarino pode ser tão complicada.

Segundo ele, 80% do oceano segue sendo um enigma. "E isso está relacionado à dificuldade de encontrar não apenas o ARA San Juan, mas também o M370 (avião da Malaysia Airlines, que desapareceu com 227 passageiros) e o K-141 Kursk (submarino russo desaparecido em 2000 com 118 tripulantes a bordo)".

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