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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
Sputnik

"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

Ocidente tenta criar outra plataforma contra a Rússia, diz chanceler russo

O Ocidente está tomando medidas persistentes para transformar os países dos Balcãs em outra plataforma contra a Rússia, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, ao jornal sérvio Srpski Telegraf.


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O ministro ressaltou que, depois do fim da Guerra Fria, a Europa Ocidental se recusou a trabalhar em conjunto para criar uma arquitetura de segurança comum na região euro-atlântica, apesar dos pedidos frequentes por parte da Rússia. Em vez disso, os países ocidentais escolheram o caminho sem saída de expansão do espaço geopolítico sob seu controle, além da criação de novas linhas divisórias no continente europeu, observou Lavrov. 


Exercícios militares da Rússia, Bielorrússia e Sérvia, Irmandade Eslávica 2016
© Sputnik / Evgeny Biyatov

"Por exemplo, em 1999, violando grosseiramente o direito internacional, a Iugoslávia foi bombardeada durante dois meses e meio, e depois, na tentativa de legalizar a agressão, reconheceram unilateralmente a independência de Kosovo", disse o ministro.

Segundo ele, um dos resultados dessa política antirrussa foi o plano "dirigido e apoiado" pelos EUA e vários países europeus que levou ao golpe de Estado em Kiev em fevereiro de 2014.

"Parece que, no Ocidente, não aprendeu com as lições da tragédia ucraniana. Hoje, há tentativas insistentes de transformar os países dos Balcãs em outra plataforma contra a Rússia. É exigido persistentemente aos países da região que façam uma escolha: ou com Moscou ou com Washington e Bruxelas", frisou o ministro.

Lavrov acrescentou que a Rússia está ciente da pressão exercida sobre Belgrado no sentido de os sérvios porem fim a qualquer cooperação com Moscou, no entanto, sublinhou que a Sérvia "se opõe com convicção" a isso.

"Moscou aprecia muito a política externa, multivetorial e independente da Sérvia que, sem dúvida, atende aos interesses principais do seu povo", concluiu Lavrov.

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