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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Paquistão convoca embaixador dos EUA por acusações de Trump sobre Bin Laden

Trump disse que o Paquistão sabia onde estava Osama Bin Laden e que terrorista deveria ter sido capturado antes.


EFE

O governo do Paquistão convocou nesta terça-feira (20) o embaixador interino americano em Islamabad, Paul Jones, para expressar "um forte protesto" pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o Paquistão de ajudar a esconder o ex-fundador da Al Qaeda, Osama bin Laden.

Imagem exibida pela emissora de TV Al-Jazeera em 5 de outubro de 2001 mostra Osama Bin Laden ao lado do egípcio Ayman al-Zawahri — Foto: Al-Jazeera via APTN
Imagem exibida pela emissora de TV Al-Jazeera em 5 de outubro de 2001 mostra Osama Bin Laden ao lado do egípcio Ayman al-Zawahri — Foto: Al-Jazeera via APTN

"A secretária de Relações Exteriores (Tehmina Janjua) convocou o embaixador interino americano Paul Jones para expressar um forte protesto pelas injustificadas alegações realizadas contra o Paquistão", indicou em comunicado o Ministério de Relações Exteriores do país asiático.

Trump acusou no domingo o governo paquistanês de saber onde estava escondido Bin Laden em seu território e que, apesar de o governo americano ter entregue US$ 1,3 bilhão ao ano ao país, o Paquistão não fez nada pelos EUA, em entrevista divulgada pelo canal de televisão "Fox News".

Janjua rejeitou a acusação e "lembrou" que "a cooperação da inteligência do Paquistão proporcionou as provas iniciais para rastrear o paradeiro" do ex-líder da Al Qaeda, morto em uma operação militar americana em 2011 no país asiático.

"Essa retórica infundada é totalmente inaceitável", ressaltou a secretária.

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, rejeitou na segunda as acusações de Trump e afirmou que os Estados Unidos usam o seu país como um "bode expiatório" pelos seus fracassos no Afeganistão.

Pouco depois dos tweets de Khan, Trump voltou a disparar contra o Paquistão na rede social.

"Não pagamos mais trilhões de dólares ao Paquistão porque pegariam o nosso dinheiro e não fariam nada por nós. Bin Laden é o exemplo principal", escreveu o presidente americano na sua conta do Twitter.

Em janeiro, Washington anunciou a suspensão da maior parte da ajuda de segurança ao Paquistão até que Islamabad "tome medidas decisivas" contra grupos terroristas como os talibãs, que "desestabilizam a região e ameaçam pessoas dos EUA".

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