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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Pentágono reduzirá tropas na África se focando na contenção da Rússia e China

As Forças Armadas dos EUA planejam reduzir o número dos militares envolvidos nas operações antiterroristas na África nos próximos anos, frente à estratégia de defesa nacional do Pentágono que prevê conter as ameaças provenientes da Rússia e China.


Sputnik

Neste ano, o Pentágono anunciou como sua prioridade a contenção da China e da Rússia após mais de uma década ter estado concentrado no combate aos islamistas.


Soldados norte-americanos
Militares dos EUA © AP Photo / Mindaugas Kulbis

"O Departamento de Defesa divulgou no início deste ano a Estratégia de Defesa Nacional e ofereceu orientações claras como o departamento priorizará os esforços e recursos para a competição de longo prazo com a China e Rússia e construção de uma força mais letal para um combate real", disse o porta-voz do Pentágono, comandante Candice Tresch, citado pelo CNN.

"A redução de pessoal militar está prevista ser menos de 10% do total de 7.200 efetivos e terá lugar ao longo dos próximos anos", diz a agência Reuters, citando o comandante.

Tresch afirmou que as medidas praticamente não abrangerão as atividades de "contra-violência das organizações extremistas" em tais países como a Somália, Djibuti e Líbia.

Em outras regiões do mundo, incluindo na África Ocidental, os EUA mudarão o foco da "assistência tática para a assessoria, assistência, intermediação e cooperação na área da inteligência", sublinhou o porta-voz.

Um oficial estadunidense que falou sob anonimato à mídia afirmou que a redução das tropas deverá decorrer nos próximos três anos e poderá incluir países como os Camarões, Quênia e Mali.

Nesta semana, ex-funcionários da administração norte-americana divulgaram um relatório, encomendado pelo Congresso, segundo o qual os militares têm falta de recursos para financiar suas necessidades e atingir os objetivos declarados pelo secretário de Defesa, James Mattis, no início deste ano.

Tanto a Rússia como a China também têm interesses nos países africanos. Durante a Guerra Fria, a União Soviética prestava ajuda humanitária a diversos países africanos. Após o colapso da URSS, a Rússia tentou restabelecer alguns desses laços. Desde 2014, a Rússia assinou 19 acordos de cooperação militar com países da África Subsaariana, entre os quais a Etiópia, Nigéria e Zimbábue.

Pequim, por sua parte, anunciou em 2015 assistência e empréstimos de 60 bilhões de dólares aos países africanos para ajudar no desenvolvimento do continente.

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