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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Putin e Netanyahu se encontram pela primeira vez desde incidente militar na Síria

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, em Paris, neste domingo.


Sputnik

Netanyahu visitou a capital francesa para as comemorações do fim da Primeira Guerra Mundial e disse aos jornalistas que "conversou com muitos líderes, inclusive com o presidente (Donald) Trump, e também com o presidente Putin".


Russian President Vladimir Putin, left, listens to his host Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu as they prepare to deliver joint statements after their meeting and a lunch in the Israeli leader's Jerusalem residence, Monday, June 25, 2012
Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu © AP Photo / Jim Hollander, Pool

"Minha conversa com o presidente Putin foi boa e direta, eu diria mesmo que foi muito importante", disse Netanyahu.

Esse foi o primeiro encontro face a face de Putin e Netanyahu desde que um avião russo foi abatido na Síria, em 17 de setembro, pelos sistemas antiaéreos sírios, que estavam se defendendo de uma incursão da força aérea israelense no país.

Quinze russos morreram no incidente. Moscou culpou Israel, alegando que o avião russo foi usado como escudo.

Israel contesta as acusações russas e afirma que seus caças já tinham retornado para o espaço aéreo israelense durante a tragédia.

A Rússia apóia o regime do presidente Bashar Assad na Síria, em parceria com Irã e Hezbollah, suscitando protestos de Tel Aviv.

Após o incidente, o Kremlin instalou sistemas de defesa aérea S-300 em áreas controladas por Damasco, ampliando tensões com Israel, que se viu forçado a limitar seus ataques contra o país árabe vizinho.

Rússia e Israel estabeleceram uma linha direta em 2015 para evitar confrontos acidentais na Síria e declararam esforços para desenvolver ainda mais os contatos entre os seus militares.

As relações bilaterais entre os dois países, entretanto, vivem momentos delicados.

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