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Fuzileiros Navais do Brasil e dos EUA ratificam acordo de cooperação

Diálogo conversou com o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil (MB) Nélio de Almeida para conhecer detalhes dessa parceria
Por Marcos Ommati | Diálogo Américas | Poder Naval

Criar mais oportunidades de intercâmbio de conhecimento e treinamento combinado entre os Fuzileiros Navais do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o objetivo principal de um plano de cinco anos ratificado em fevereiro de 2019 entre os representantes de ambas as forças, o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil Nélio de Almeida, comandante do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil e presidente nacional da Associação de Veteranos desta força, e o Contra-Almirante Michael F. Fahey III, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais Sul dos EUA (MARFORSOUTH, em inglês). O C Alte Nélio recebeu Diálogo em seu escritório na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, para dar detalhes do acordo e conversar sobre outros temas de interesse das marinhas do Brasil e de outros países da região e dos E…

Que dificuldades enfrentará Aliança Atlântica em caso de guerra com Rússia?

Em caso de conflito armado com a Rússia, os países europeus membros da OTAN irão enfrentar problemas realmente sérios, opina o chefe do Corpo Militar Internacional da Aliança Atlântica, Jan Broeks.


Sputnik

Ao falar sobre esse cenário de desenvolvimento nas relações entre a OTAN e a Rússia, o comandante militar apontou, citado pelo jornal Defense News, para as desvantagens que o exército conjunto dos países membros da organização tem atualmente.


Militares da OTAN dirigindo-se para a Noruega a fim de participar das manobras Trident Juncture 2018
Militares da OTAN © REUTERS / Piroschka van de Wouw

"Diria que, do ponto de vista militar, os movimentos de tropas não são suficientemente rápidos", destacou.

Nessa conexão, indica Broeks, as forças aliadas da OTAN devem prestar mais atenção às questões logísticas. É vital aumentar a capacidade de movimentação dos portos principais, encontrar estradas que consigam suportar o peso do material militar e reparar as vias ferroviárias obsoletas.

Ao mesmo tempo, na opinião dele, é necessário resolver as questões jurídicas entre a União Europeia e a OTAN. Ou seja, os membros do bloco militar devem obter a permissão de todos os países da UE para atravessar as fronteiras de seus espaços aéreos.

As declarações do oficial general foram feitas no âmbito dos maiores exercícios militares da OTAN desde o final da Guerra Fria, que se realizam na Noruega.

Os exercícios da OTAN Trident Juncture 2018 estão sendo realizados na Noruega desde 25 de outubro com a participação de 31 países.

As manobras envolvem 50 navios, 250 aeronaves, dez mil veículos e 50.000 efetivos. A Suécia e a Finlândia também participam das manobras.

Todos os participantes e organizadores das Trident Juncture, incluindo o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, tentam frisar em seus discursos que as manobras são completamente abertas, transparentes e defensivas. Para que ninguém tenha dúvidas sobre isso, todos os representantes dos países da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), incluindo a Rússia, foram convidados para acompanhar os exercícios.

No entanto, Moscou não acredita na inocuidade desses treinamentos. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou as manobras da OTAN como uma provocação antirrussa e enfatizou seu impacto negativo na segurança de todos os países da região. O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse na quarta-feira (31) que a atividade militar da Aliança Atlântica perto das fronteiras russas atingiu um nível sem precedentes.

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