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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Que dificuldades enfrentará Aliança Atlântica em caso de guerra com Rússia?

Em caso de conflito armado com a Rússia, os países europeus membros da OTAN irão enfrentar problemas realmente sérios, opina o chefe do Corpo Militar Internacional da Aliança Atlântica, Jan Broeks.


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Ao falar sobre esse cenário de desenvolvimento nas relações entre a OTAN e a Rússia, o comandante militar apontou, citado pelo jornal Defense News, para as desvantagens que o exército conjunto dos países membros da organização tem atualmente.


Militares da OTAN dirigindo-se para a Noruega a fim de participar das manobras Trident Juncture 2018
Militares da OTAN © REUTERS / Piroschka van de Wouw

"Diria que, do ponto de vista militar, os movimentos de tropas não são suficientemente rápidos", destacou.

Nessa conexão, indica Broeks, as forças aliadas da OTAN devem prestar mais atenção às questões logísticas. É vital aumentar a capacidade de movimentação dos portos principais, encontrar estradas que consigam suportar o peso do material militar e reparar as vias ferroviárias obsoletas.

Ao mesmo tempo, na opinião dele, é necessário resolver as questões jurídicas entre a União Europeia e a OTAN. Ou seja, os membros do bloco militar devem obter a permissão de todos os países da UE para atravessar as fronteiras de seus espaços aéreos.

As declarações do oficial general foram feitas no âmbito dos maiores exercícios militares da OTAN desde o final da Guerra Fria, que se realizam na Noruega.

Os exercícios da OTAN Trident Juncture 2018 estão sendo realizados na Noruega desde 25 de outubro com a participação de 31 países.

As manobras envolvem 50 navios, 250 aeronaves, dez mil veículos e 50.000 efetivos. A Suécia e a Finlândia também participam das manobras.

Todos os participantes e organizadores das Trident Juncture, incluindo o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, tentam frisar em seus discursos que as manobras são completamente abertas, transparentes e defensivas. Para que ninguém tenha dúvidas sobre isso, todos os representantes dos países da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), incluindo a Rússia, foram convidados para acompanhar os exercícios.

No entanto, Moscou não acredita na inocuidade desses treinamentos. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou as manobras da OTAN como uma provocação antirrussa e enfatizou seu impacto negativo na segurança de todos os países da região. O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse na quarta-feira (31) que a atividade militar da Aliança Atlântica perto das fronteiras russas atingiu um nível sem precedentes.

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