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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Rússia adverte para 'ilusão' sobre avanço da ideia de Macron sobre exército europeu

A Rússia acredita que a explicação oferecida pelos países europeus para aumentar os gastos militares com a necessidade de coibir algum "agressor potencial ilusório" é exagerada, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia neste sábado.


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O presidente da França, Emmanuel Macron, disse em 6 de novembro que a União Europeia (UE) deveria ter um "verdadeiro exército europeu" independente dos Estados Unidos para poder se defender. Além disso, ele observou que o bloco deve se defender contra a China, a Rússia e até mesmo os Estados Unidos. A chanceler alemã Angela Merkel também apoiou a ideia de criar um exército europeu.


Paraquedistas do exército francês patrulham a área perto da Torre Eiffel em Paris
© REUTERS / PHILIPPE WOJAZER

"Consideramos igualmente forçado tentar encontrar um 'inimigo externo' e, agarrando-se a falsos paralelos históricos, para justificar a acumulação de gastos militares pela oposição a um 'agressor potencial' ilusório", disse o ministério russo.

A pasta chamou a atenção para as tentativas de "traçar mais do que duvidosas paralelas" entre a situação atual na Europa e os períodos anteriores às duas guerras mundiais, segundo as quais a ascensão do nacionalismo foi um catalisador para os conflitos.

"Nesse sentido, somos forçados a lembrar que a Primeira Guerra Mundial foi o resultado do desejo das grandes potências da época de estabelecer a hegemonia europeia e global, redistribuir as esferas de influência e de não apoiar a soberania do Estado", pontuou.

É inaceitável colocar um sinal de igualdade entre a proteção dos interesses nacionais e do nacionalismo, entre a luta pelo direito de preservar a identidade, a lealdade aos valores tradicionais e à guerra, concluiu o ministério.

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