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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Rússia considera 'pura ficção' a informação sobre retorno de suas bases militares a Cuba

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como "ficção" a informação sobre a possível recuperação do centro de inteligência radioeletrônica em Lourdes, perto de Havana, assim como a instalação de mais bases militares em Cuba.


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Anteriormente, o tabloide britânico Daily Star com referência ao centro norte-americano The Jamestown Foundation, especulou sobre preocupações que surgiram depois de uma visita oficial a Moscou do presidente do Conselho de Estado e de Ministros de Cuba, Miguel Díaz-Canel, onde ele se encontrou com Vladimir Putin e vários outros políticos russos.


O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel (à esquerda) e o presidente da Rússia, Vladimir Putin (à direita), durante encontro em Moscou.
Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel e Vladimir Putin, Presidente da Rússia © AP Photo / Alexander Zemlianichenko

"Não comentamos sobre algo que é pura ficção", disse o diretor do Departamento da América Latina do Ministério das Relações Exteriores russo, Aleksandr Schetinin.

As discussões sobre a cooperação militar entre os dois países fizeram os analistas pensar que Moscou poderia reabrir seu centro de inteligência em Lourdes, fechado em 2002, e instalar novas bases para vigiar as atividades dos EUA.

O Tratado INF foi assinado em 1987 entre os EUA e a União Soviética que elimina toda uma classe de mísseis balísticos e de cruzeiro com intervalos entre 500 a 5.500 quilômetros. Hoje, o acordo é considerado um dois pilares do equilíbrio neste setor.

No entanto, Moscou e Washington se acusaram várias vezes de desenvolverem sistemas que violam este tratado. Enquanto que em 20 de outubro de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu país abandonaria o acordo.

Posteriormente, o líder americano acrescentou que os EUA aumentarão suas capacidades nucleares para se protegerem contra outros países, tais como Rússia e China. Moscou declarou que essas informações sustentam preocupações, já que a medida só poderá tornar o mundo ainda mais perigoso.

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