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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Rússia deveria retomar o Alasca dos EUA por quebra do Tratado INF, sugere historiador

O desrespeito dos Estados Unidos ao Tratado INF e outros acordos bilaterais dá à Rússia todo o direito de se retirar do acordo de 1867, que trata da entrega do Alasca aos EUA, e exigir o retorno da terra, afirmou o historiador russo Nikolay Starikov.


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Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem enfatizado seu compromisso de abandonar unilateralmente o marco do acordo que trata das Forças Nucleares de Alcance Intermediário na Europa (INF) e construir o arsenal nuclear norte-americano até que Rússia e China "caiam na real".


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Nikolay Starikov | Reprodução

Nenhum anúncio oficial foi feito, mas o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que é "um fato objetivo" que o acordo, que é fundamental para a segurança nacional da Rússia, está prestes a se tornar história.

Os EUA estão tentando justificar sua retirada alegando que o Tratado INF de 1988 está desatualizado por estar assinado em uma realidade geopolítica diferente; que a Rússia continua violando o acordo desenvolvendo hardware proibido (embora nenhuma prova de delito seja fornecida); e que a saída nem sequer é direcionada à Rússia, mas é necessária para conter a ameaça da China e de outros países, que possuem mísseis de médio porte.

A resposta de Moscou na situação atual deveria ser "declarar a possibilidade da retirada da Rússia do acordo sobre a entrega do Alasca", sugeriu Starikov, líder do movimento Patriotas da Grande Pátria, em sua nova coluna.

O historiador lembrou que o acordo, que fez do Alasca uma parte do território americano em troca de US$ 7,2 milhões, há um século e meio, foi uma cessão de direitos, mas não uma venda.

O acordo fala sobre designar o território para os EUA, mas não especifica por quanto tempo, o que significa que a fórmula "para tempos eternos", que é tradicional para tratados diplomáticos, está ausente aqui, analisou o historiador.

O Kremlin deve explicar seu movimento usando os mesmos argumentos e lógica empregados pelos americanos em relação ao tratado INF, acrescentou.

De acordo com Starikov, a Rússia deveria insistir que o acordo sobre a transferência do Alasca para os EUA "está desatualizado porque foi assinado em outra realidade geopolítica". E não é só isso.

Para ele, os EUA são responsáveis por romper o acordo, uma vez que ele não apenas viola constantemente todos os acordos possíveis, mas esse acordo em particular (os americanos ainda não cumpriram todas as suas obrigações); a retirada da Rússia do acordo não é dirigida contra os EUA, mas visa expandir as oportunidades comerciais da Rússia, o que tornaria mais conveniente competir com a China nos termos de troca; a Rússia, como sucessora da URSS, está pronta para reembolsar US$ 7,2 milhões para os EUA e, ao desistir do acordo de cessão, devolver o Alasca sob sua jurisdição; e, sendo uma defensora persistente dos direitos humanos e protetora dos direitos de propriedade dos herdeiros dos proprietários da empresa russo-americana, que desenvolveu e administrou nossos territórios ultramarinos, a Rússia é forçada a reconhecer o acordo de 1867 com os EUA como nulo e sem efeito e declarar sua retirada.

Com a área de 1.717.856 quilômetros e a população de cerca de 740.000 habitantes, o Alasca é um estado dos EUA, localizado na extremidade noroeste do continente norte-americano. Está separado do resto do território dos EUA pelo Canadá, mas tem uma fronteira marítima com a Rússia.

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