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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
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O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Rússia deveria retomar o Alasca dos EUA por quebra do Tratado INF, sugere historiador

O desrespeito dos Estados Unidos ao Tratado INF e outros acordos bilaterais dá à Rússia todo o direito de se retirar do acordo de 1867, que trata da entrega do Alasca aos EUA, e exigir o retorno da terra, afirmou o historiador russo Nikolay Starikov.


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Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem enfatizado seu compromisso de abandonar unilateralmente o marco do acordo que trata das Forças Nucleares de Alcance Intermediário na Europa (INF) e construir o arsenal nuclear norte-americano até que Rússia e China "caiam na real".


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Nikolay Starikov | Reprodução

Nenhum anúncio oficial foi feito, mas o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que é "um fato objetivo" que o acordo, que é fundamental para a segurança nacional da Rússia, está prestes a se tornar história.

Os EUA estão tentando justificar sua retirada alegando que o Tratado INF de 1988 está desatualizado por estar assinado em uma realidade geopolítica diferente; que a Rússia continua violando o acordo desenvolvendo hardware proibido (embora nenhuma prova de delito seja fornecida); e que a saída nem sequer é direcionada à Rússia, mas é necessária para conter a ameaça da China e de outros países, que possuem mísseis de médio porte.

A resposta de Moscou na situação atual deveria ser "declarar a possibilidade da retirada da Rússia do acordo sobre a entrega do Alasca", sugeriu Starikov, líder do movimento Patriotas da Grande Pátria, em sua nova coluna.

O historiador lembrou que o acordo, que fez do Alasca uma parte do território americano em troca de US$ 7,2 milhões, há um século e meio, foi uma cessão de direitos, mas não uma venda.

O acordo fala sobre designar o território para os EUA, mas não especifica por quanto tempo, o que significa que a fórmula "para tempos eternos", que é tradicional para tratados diplomáticos, está ausente aqui, analisou o historiador.

O Kremlin deve explicar seu movimento usando os mesmos argumentos e lógica empregados pelos americanos em relação ao tratado INF, acrescentou.

De acordo com Starikov, a Rússia deveria insistir que o acordo sobre a transferência do Alasca para os EUA "está desatualizado porque foi assinado em outra realidade geopolítica". E não é só isso.

Para ele, os EUA são responsáveis por romper o acordo, uma vez que ele não apenas viola constantemente todos os acordos possíveis, mas esse acordo em particular (os americanos ainda não cumpriram todas as suas obrigações); a retirada da Rússia do acordo não é dirigida contra os EUA, mas visa expandir as oportunidades comerciais da Rússia, o que tornaria mais conveniente competir com a China nos termos de troca; a Rússia, como sucessora da URSS, está pronta para reembolsar US$ 7,2 milhões para os EUA e, ao desistir do acordo de cessão, devolver o Alasca sob sua jurisdição; e, sendo uma defensora persistente dos direitos humanos e protetora dos direitos de propriedade dos herdeiros dos proprietários da empresa russo-americana, que desenvolveu e administrou nossos territórios ultramarinos, a Rússia é forçada a reconhecer o acordo de 1867 com os EUA como nulo e sem efeito e declarar sua retirada.

Com a área de 1.717.856 quilômetros e a população de cerca de 740.000 habitantes, o Alasca é um estado dos EUA, localizado na extremidade noroeste do continente norte-americano. Está separado do resto do território dos EUA pelo Canadá, mas tem uma fronteira marítima com a Rússia.

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