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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Rússia sanciona 322 pessoas e 68 empresas ligadas ao governo da Ucrânia

O governo russo impôs nesta quinta-feira sanções a 322 pessoas e 68 empresas vinculadas ao governo ucraniano, entre elas políticos, empresários, militares e integrantes da Justiça e dos serviços de inteligência.


EFE

Moscou - O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, assinou hoje a resolução com a "lista negra" dos sancionados solicitada pelo presidente Vladimir Putin, em 22 de outubro, em resposta às ações "poucas amistosas" da Ucrânia, "contrárias à lei internacional e relacionadas à imposição de restrições a cidadãos e entidades da Rússia".


Foto de arquivo que mostra o presidente Russo, Vladímir Putin (dir.), e o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev (esq.). EFE/ Yuri Kochetkov
Foto de arquivo que mostra o presidente Russo, Vladímir Putin (dir.), e o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev (esq.). EFE/ Yuri Kochetkov

De acordo com a agência de notícias russa "RIA Novosti", a lista inclui Olexiy, filho mais velho do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko; os ministros ucranianos do Interior, Arsen Avakov, e da Defesa, Stepan Poltorak; o vice-ministro da Defesa, Pavlo Petrenko; o secretário do Conselho de Segurança Nacional e da Defesa, Oleksandr Turchynov; e o responsável do Serviço de Segurança, Vasyl Hrytsak.

Também figuram o procurador-geral da Ucrânia, Yuriy Lutsenko; o chefe do Estado Maior, Viktor Muzhenko; e o embaixador ucraniano nos Estados Unidos, Valeriy Chaly.

Entre os sancionados estão ainda os ex-primeiros-ministros Yulia Tymoshenko e Arseniy Yatsenyuk, o ex-líder do radical "Setor de Direitas" Dmytro Yarosh e o executivo-chefe da Naftogaz, Andriy Kobolyev.

De acordo com o presidente russo, as sanções impostas poderão ser canceladas se a Ucrânia suspender as suas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse à imprensa que o governo espera que com isso os líderes ucranianos "cedo ou tarde mostrem uma pequena vontade política de normalizar as relações com a Rússia", conforme a agência "Itar-Tass".

A Rússia tomou essa decisão depois que a Ucrânia impôs restrições, em setembro, às empresas russas RZD Logistics, Promkompleksplast e Gazgolder, pela colaboração com as repúblicas autoproclamadas de Lugansk e Donetsk, no leste ucraniano. Meses antes, em maio, Poroshenko assinou um decreto com novas sanções contra a Rússia e estendeu as impostas desde 2014, quando o país fez a anexação da Península da Crimeia.

As sanções da Ucrânia são dirigidas a quase 1.750 pessoas e 750 entidades. Elas afetam principalmente empresas russas dos setores de Defesa, tabaco, aviação, transporte e finanças, assim como jornalistas, políticos, ativistas, militares e empresários com negócios na Crimeia.

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